segunda-feira, 25 de abril de 2011

O voo da Borboleta ou a Crônica da Maturidade


Esta semana,  não descobri  ainda o porquê, me dei um flagra refletindo sobre a maturidade.  Acabei viajando no tempo.

E não é que é legal viajar no túnel do tempo?   Revi amigos, as brincadeiras e peraltices da infância; aquela vez que cuspi,  zangado na saia da professora e,  daquele dia que perguntei a ela, e fiquei sem resposta,  quem era o pai de Deus.  

Viajar no tempo é legal. Descobri que faz bem pra saúde, agora  com uma ressalva:  desde que seja pra reviver boas  recordações,  se for o contrário,   faz um mal danado.

De volta  ao lance da maturidade, embora  saibamos que seja um estágio intermediário para o  fim corporal,  se a gente perceber bem,  é pura magia;   trata-se de um estágio mágico da vida, sobretudo,  quando a gente faz aquelas paradas obrigatórias, como um dia me disse um pastor evangélico.

“Nessa fase  são necessárias algumas paradas obrigatórias para que haja os consertos necessários e a gente possa seguir adiante” me ensinou o velho pastor.  


Outro encontro  bacana foi  esse com o pastor, durante  minha viagem no tempo.

Pensei  e tentei encontrar uma maneira de exemplificar o que seria essa “santa maturidade”.

Na minha mente surgiu  uma lagarta rastejando bem devagar. O bicho  via tudo por um único angulo;  passava por cima de  pau  e pedra,  se machucava, e nem sentia dor. Feria também e nem percebia. 


Medo?  Não existia.  Havia naquela  lagarta  um sentimento de infalibilidade.  

Num determinado momento, obedecendo ao comando natural da  existência, a lagarta parou e se recolheu por um determinado tempo num casulo. Parada obrigatória para um processo de transformação ou   não já que por motivos alheios à sua vontade    esse   processo certamente correria  risco de ser interrompido.

Com a graça  da lagarta  ter  ultrapassado aquela  fase, agora sim,  surgia uma bela  e colorida borboleta. 

A lagarta se transformou, criou asas e voou, passou a ver  o mundo lá do alto.   Descobriu, de repente,  que as  pedras continuavam   lá,  mas que  no meio delas  era possível enxergar  o verde que não  via antes   e uma enorme  variedade de  flores. 

Agora  com as asas, se quisesse,  a ex-lagarta  poderia  ir mais longe , ir a lugares antes  inimagináveis e  escolher  pousar nas   flores mais belas.


Enfim, a  lagarta passou a ser mais seletiva,  e se soubesse cantar,    naquele instante, certamente cantaria como aquele   velho músico americano   Louis Armstrong  na sua  clássica canção:   What wonderful  world  ( Que mundo maravilhoso) .

3 comentários:

Jana Flor disse...

Parabéns Elson, sinceramente pra mim são as mais belas palavras já escrita por vc.Rcordar é reviver, é tbm muita das vezes dolorida. O passado guarda lembrança que apenas agente sabe, e nessa hora nosso casulo se torna nosso escudo.

alex_pl_@hotmail.com disse...

Nossa! Q belo texto.Não só vc viajou no tempo, como tb por meio do teu texto fez com que eu recordasse muita coisa da minha vida. Parabéns!!!Recordar é viver novamente.Amo vc amigo. Bjs!

Margaret Valente

concita disse...

Perfeito Elson, as suas cronicas sao barbaras, parabens e sucesso, bjos!!