terça-feira, 12 de abril de 2011

CONFUSÃO


Penso que se não fosse assim,  sería mesmo daquele jeito.
Do  jeito que imaginei que um dia fosse e,  que acabou não sendo.
Se um dia ocorresse o que  imaginei, sería tudo diferente.
Não estaria lá imaginando uma maneira de não fazer aquilo que acabou ocorrendo e mudando o rumo das coisas

quarta-feira, 6 de abril de 2011

A Virgem e o coronel


Todos  tinham  medo do coronel  Francisco Libório da Fonseca  naquele distante povoado nordestino. Também não era pra menos. Era dono de quase todas as terras do lugar. Casava, batizava, matava e mandava capar, como fizera  com um sujeito que olhou enviesada para sua filha única,  que depois mandou estudar na capital.  O coitado depois de capado, envergonhado, foi embora do lugar com medo de ser morto. O homem era, de fato, muito cruel.

A própria figura do coronel  impunha medo. O homem era  grande e todo peludo.  O rosto quadrado;  uma barba que chegava ao peito  e um bigode que fazia voltas. Gostava de botas, sempre ornamentadas com um belo par esporas.  Também não dispensava um 38 cano longo na cintura. Naquele tempo de um ano qualquer de nosso senhor Jesus Cristo um homem como Libório, podia quase tudo.

O coronel  detestava ser enganado. Quem pelo menos tentasse passar a perna nele  acabava pagando um preço muito alto, às vezes até com a vida.

Pois bem, o coronel  Libório já tinha enviuvado três vezes. A primeira morreu de parto,  a segunda morreu afogada numa pescaria num dos açudes da fazenda,  e a terceira morreu de taca. Um dia deixou a comida do  homem queimar e se deparou  com  a ira dele.  A pisa foi tão grande que a frágil Maria morreu depois de uma semana.  Nem as canecas  de mastruço com leite lhe ajudaram  a sarar,  morreu toda inchada e vomitando sangue.

“Tá  na hora  de procurar uma nova companheira!”  Disse o  coronel ao capataz da fazenda-

“ Isso aqui tá sem graça demais sem mulher”  completou  Libório.

“Agora, tem de ser  selada. Se for mulher  mexida,  não quero!  E se me enganarem  mato ela e a família toda”  gritou o  coronel.

A notícia logo se espalhou. O Libório ia casar novamente e procurava uma noiva.

Mesmo com a má fama do coronel era mais quem quisesse empurrar uma filha pra casar com o dono de quase tudo ali. Era uma oportunidade para se ajeitar na vida.

A notícia chegou aos ouvidos de Flavinha, a filha do quitandeiro Raimundo Feijão.  Tinha 20 anos,   morara dois anos na capital,  já conhecia o calor de um  homem e acumulava umas boas horas de sexo, mas aos  pais  ela vendia a idéia de quem  ainda era moça.  

Os pais nem  de longe desconfiava dos encontros dela com  Antônio, o ajudante de balcão da quitanda , quase falida.

Flavinha planejou tudo. O  casamento com o coronel poderia salvar o comércio do pai e ela ainda poderia ter uma boa vida.

A danada pensou em tudo. Sabia que o coronel, dia de Domingo, ia sempre à feira; não para  fazer compras, mas para se exibir e contar lorotas nos botecos.

Flávinha  tinha sangue de índio com  Europeu. A mistura  de raça fez vir ao mundo uma mulher de fazer qualquer um perder a cabeça, inclusive o coronel.  Os olhos se perdiam num verde esmeralda de encantar até  a serpente mais peçonhenta.

Dissimulada,  pôs seu  vestido mais bonito , se enfeitou toda e inventou de  visitar a  colega Joana  que morava justamente vizinha  ao  boteco onde o coronel contava suas vantagens.

Não deu outra. Foi o Libório por os olhos  na menina  pra “carne dele reinar”. Todo aceso, foi logo perguntando para quem se quisesse responder.

“De quem é aquela menina ?”

“É  a filha do vendeiro” respondeu um  

“Ela  é moça? Se For,  vai virar minha mulher”
Os homens do boteco indicaram a casa do vendeiro  pai da menina  e, lá se foi o coronel.

“Boa tarde” disse Libório

“Boa”, respondeu o dono da venda.

“Aquela menina é sua?

É, sim senhor!

E  ela é mexida?

“Não coronel, de jeito nenhum”

“Então quero casar com ela! Agora você já conhece minha história. Se vocês tiverem mentindo mato e mando matar todo mundo”

O casamento foi acertado para dali a um mês.

Flavinha vibrou, intimamente,  quando o pai disse que ela iria se casar com o Libório,  o homem mais rico,  e mau do lugar. Só tinha um problema:  não era mais virgem e,   por isso  precisaria arrumar  uma maneira  de  enganar o maldito, mas  rico  coronel.

Bastou dois dedos de prosa com a experiente amiga Joana para a espevitada Flavinha bolar um plano. Se desse errado, ela sabia que ela e a família estariam perdidas. Todo mundo ia morrer.

O casamento foi o acontecimento do ano,  no povoado.  Casaram no padre e no civil.

Flavinha suspendeu  o remédio que tomava  às escondidas  dos pais para não engravidar do ajudante de balcão com quem se divertia quase todos os dias, depois da meia noite,  numa moita,  detrás da Igreja.

Calculou tudo. A menstruação veio  no dia do casamento. Parte do plano já tinha dado certo. Faltava ainda a outra parte. Estava com muito medo.

Bruto feito um animal,  o coronel Libório nem esperou a festa do casamento acabar e arrastou Flavinha pra sede da fazenda.  Tava ansioso para tirar mais um “cabaço”. 

 Fora  as mulheres com que tinha casado, Já havia  feito aquilo umas 50 vezes com as filhas dos peões de sua fazenda e,  se orgulhava do feito.

Esperta, Flavinha  olhou toda lânguida para o coronel e  pediu para juntos tomarem uma dose bem aprumada  de cachaça;  disse que daquela forma  se sentiria melhor para recebê-lo, afinal, era sua primeira vez.
O coronel bebia, Flavinha fingia que bebia.

No dia seguinte, ao acordar com uma puta dor de cabeça e lembrança zero,  Libório tomou um  susto:  “ai, Jesus,  matei a menina! ”

Na cama era sangue pra todo lado. Na calcinha , jogada ao lado do travesseiro, na colcha, na ceroula... Era muito sangue.

Flavinha,  fingia um sono profundo.  O coronel por alguns instantes pensou o pior, daí, mais atento viu a mulher esboçar um pequeno movimento  e , só assim se tranqüilizou.

Em silêncio, vestiu a roupa, pôs as botas, o revolver na cintura, o indispensável chapéu, postou-se na frente do espelho, se ajeitou todo,  sorriu com o canto da boca,  torceu para cima o gigante e esbranquiçado  bigode e pensou cheio de gabolice:

“Sou o coronel Libório da Fonseca, comigo ninguém pode, sou eu e o boi não lambe. Boto mesmo  é pra quebrar.  Com esse, fechei  o meu qüinquagésimo  primeiro cabaço.












Sem eira, nem beira

 Foto:ilustrativa
Eu vi um homem sem eira, nem beira, bem na rabeira.

Eu vi um homem sem dente, sorridente, contente, sob a marquise daquela gente que não gosta de gente.

Vi , ontem e hoje, um homem sem eira , nem beira.

Não era o bicho do Manuel, o Bandeira,

Era simplesmente um homem!  
Sem eira nem beira,  numa luta sem fim.









domingo, 27 de março de 2011

A Fiel

                                          (foto ilustrativa)

 “Irmã Aparecida” era uma crente   dessas mais do que  tradicionais.  Estava na casa dos 20 anos. Os pais, super protetores, controlaram demais a vida daquela menina. Vontade tinha de sobra, mas,  aquela bela e,  estonteante morena de cabelos negros como as asas da graúna da virgem dos lábios de mel,  de José de Alencar,  nunca tinha namorado na vida. 

 Pensava em casar, ter filhos  constituir uma família, mas,  via que esse sonho estava cada vez mais distante.  Não entendia o porquê de tanta  vigilância;  além do mais,  pelas regras da família estava passando da hora de arrumar um marido.  Mas,  como?  Se ninguém podia chegar perto dela.

 Ao longo da vida  a irmã Aparecida  tentou duas vezes arrumar um namorado, mas os pretendentes só iam uma vez na casa dela. Além da vigilância  ostensiva dos  pais,  ainda havia o danado do irmão mais velho,   extremamente ciumento e com cara de mau, que   não arredou os pés de perto dela enquanto durara a visita dos  pretendentes.  Foi assim, nas duas  únicas vezes que tentou engatar um namoro.

Pelo modo   como fora criada, Aparecida  achava que se tornaria uma mulher fria e  aversa  ao sexo masculino,  consagrada apenas às coisas  da religião.  

Consagrada?   Bem que poderia ser vista dessa forma.  Participava de quase tudo na  igreja  e não faltava  a nenhum dos ofícios dominicais.  Só não podia sentir o cheiro de homem que o juízo da mulher ia para o espaço.  O corpo não se expressava, mas a mente voava longe.

Um cheiro era especial: o do pastor.  Com ele já tinha realizado fantasias   inimagináveis pela sua  santa,  e protetora mãezinha.  

Sentada no banco da frente enquanto durava o oficio ficava ali observando, hipnotizada,  o religioso ministrar a palavra. Era um momento de prazer,  só seu.

O pastor era um homem bonito e  maduro e despertava em  Aparecida intensas  reações fisiológicas aquecidas por uma  fértil imaginação,   por isso, ficava ali quietinha para ninguém perceber nada.

Não prestava atenção a nenhum item da pregação;  só   no que   poderia viver com aquele homem. Ela sabia que não era amor,   tinha certeza disso. Era tesão mesmo.  Na imaginação, com ele, já tinha feito amor de todo jeito,  de todas as maneiras e,  em quase todos os lugares.

Naquele  Domingo, ali com a Igreja lotada,  imaginou que todos, menos ela e o pastor tinham ido embora. Havia ficado  para ajudar a fechar a igreja.  No fechar da última porta os dois corpos  roçaram-se  levemente, o suficiente para que  incendiados fizessem amor ali mesmo,  em cima do banco mais próximo.

No imaginário de Aparecida,  o momento era tão forte que nem precisou tirar a roupa.  Bastou  levantar um pouco a saia,  afastar para o lado a calcinha  e receber a virilidade do pastor.

“-- Irmã, irmã, vamos embora,  o culto  já acabou”--  Chamou  a atenção a vizinha de banco de Aparecida,   que dessa forma,  saía daquele momento de êxtase.  Era  sempre assim, quando ía à Igreja.

Quando chegava em casa Aparecida se dirigia direto para o quarto. Tirava  a calcinha,   molhada pelo liquido que lhe  preparava o corpo para  algo que nunca  lhe aconteceu; abria o guarda roupa e de lá arrancava o único  objeto com quem podia, sem medo, sem culpa, dividir aquele tesão represado: o diário que mantinha guardado a sete chaves e onde relatava suas  oníricas  aventuras sexuais.

O tempo passou, a Irmã Aparecida, não casou, nunca transou, mora sozinha e  até hoje, aos 75 anos,  permanece fiel á sua igreja,  mas  sempre que pode vai lá, no fundo do baú , pega o velho diário  e faz uma viagem no tempo; ao tempo do cheiro daquele pastor que tantas e intensas emoções lhe causou.

EU, novo poema de Ana Paula Frazão

....

Te Desejava Ardentemente


Procurava desesperadamente

Sem te encontrar

Dor dilacerava meu peito

Continuei em tua busca

nas festas, nos amigos, nas ruas

nas alegrias, nos desejos, no mundo

em lugares luxuosos e nas esquinas

no tempo, na ansiedade....

Nada

Por onde tu andas?

Meu desejo de tê-lo

Fez-me cair no desalento

Desnorteada, amedrontada...

De mim sai um grito ao CRIADOR

O medo transformou-se em esperança

A Fé consolou a impaciência

Continuei em tua busca

nos sorrisos, na inocência

na pureza, na alegria, na VIDA

nos olhares, nas lágrimas, nos corações

Me deparei com um sentimento 

com a verdade e com próximo.

Próximo? amparei e dei-lhe a mão

Me ocupei, me Apaixonei...AMEI

E sem perceber

Não sentia mais a vontade de te encontrar

Ao ver meu reflexo

Vi que comigo já moravas........FELICIDADE!

.

sábado, 19 de março de 2011

A dama da faculdade


 Era o centro das atenções  por onde passava, entrava ou  saía. Ainda jovem, cerca de 30 anos,  branca, olhos esverdeados.  De fato, era mesmo uma mulher bonita e,  nem precisava daquela arrumação exagerada, toda.  Era naturalmente bela.

Gostava de todos aqueles acessórios para lá, digamos,  que cheguei.  Brincões, pulseiras ao longo dos dois braços,  anéis de ouro 18 em todos os dedos, cada um maior do que o outro; colares, gigantescos.   As roupas eram um exagero só.  

O perfume, importado, sentia-se  a 15 metros de distância.  Também era um mistério como ela  conseguia se equilibrar num salto tão alto como aquele. 

A boca encarnada que  nem uma brasa viva era o tempo todo retocada.   O tom vermelho era sua marca registrada.  Uma verdadeira perua , na concepção moderna da palavra.

Nem sempre foi assim, Mary Dalva, nome dado em homenagem à sua avó materna, nasceu num povoado de um município do interior, do Estado.  Lembra com tristeza do dia que seus pais receberam a visita de seu padrinho, fazendeiro rico do sul do Estado. Diziam que tinha 50 mil cabeças de gado.

Passaram-se 15 anos desde seu batismo e o padrinho, recém enviuvado,  passava pelo povoado atrás de uns peões para uma das fazendas que mantinha na região. 

O compadre quase se engasga quando viu aquela menina entrar na sala trazendo uma bandeja de café e bolo.   Era, sem dúvida, uma mulher formada.

Trajava uma blusinha fina e insinuante  com a alça  do lado direito caída sobre o  ombro,  quase  que mostrando o seio. O  short jeans,  surrado e apertado,   ressaltava ainda mais sua forma de menina-mulher.
O fazendeiro  quase morre,  ali mesmo,  ante ao que via. Recompôs-se e na primeira oportunidade foi logo dizendo:

“Compadre não vou mais procurar ninguém para tocar minha terra aqui, não. Quero que o senhor seja meu homem, na região, pago bem.  Aceita? O pai da ninfa  aceitou sem titubear.

“Outra coisa:  o senhor precisa pensar no futuro dessa menina.  Quero  que  minha afilhada  estude e seja alguém na vida. É isso que o senhor quer também, não é? Disse com um sorriso maroto, no canto da boca.

No dia seguinte àquela conversa  Mary Dalva seguia com o padrinho para  estudar na cidade grande, numa caminhonete último tipo. Foi um dia triste. Deixava para trás os pais,  as amigas, as bonecas de pano;  enfim, sua vida tranqüila de menina do campo.

Na cidade não lhe faltava nada naquela casa grande,  muito diferente da casa de pau-a-pique de seus pais. Tinha até piscina.  Era tratada como uma princesa. Mas aquilo tudo não a deixava feliz. Estava ali, morando  sozinha com o padrinho viúvo,  40 anos mais velho do que ela.  Ladina,  já previa o que estava prestes a acontecer.   Queria mesmo era  voltar correndo  para casa.

Mary Dalva  não voltou, acabou virando amante do padrinho, numa noite que também preferiu esquecer. Foi praticamente estuprada quando este chegara de uma de suas noitadas, bêbado. Pensou em fugir, mas  quando isso vinha a sua cabeça lembrava-se dos pais que por conta do novo trabalho melhoraram de vida e tinham ainda três filhos,  além dela.  Aceitou aquela situação.

Logo que terminou o ensino médio Mary Dalva passou de amante a esposa  do velho fazendeiro.  Casaram-se só no padre.  Não era uma mulher  feliz. O jeito espalhafatoso de ser se tornou uma fuga, na verdade um disfarce para camuflar a infelicidade. Tinha tudo materialmente, mas  havia um vazio emocional que ficou  mais forte depois da morte dos pais num acidente de carro.

Sexo? Nunca soube o que era  aquilo que suas amigas costumavam chamar de uma “boa gozada”.  Tinha inveja delas.  Nos encontros com o marido lembrava sempre daquela traumática primeira vez.

Numa madrugada, dessas insones, Mary Dalva se deparou na TV com um filme de 1978, baseado na obra de Nelson Rodrigues. A  Dama da Lotação.   Logo se identificou com a personagem principal,  Solange, interpretada pela morenaça Sonia Braga, que no filme também carregava o trauma de ter sido estuprada, pelo marido  na noite de núpcias.

“ É, isso, vou virar uma Solange. Preciso de alegria, preciso ser feliz, me sentir mulher”, pensou.
Para prosseguir com seu plano precisava de uma desculpa para sair de casa. “Vou fazer faculdade. É isso, estudar ele deixa” imaginou.

Dito e feito, o fazendeiro gostou da idéia da mulher voltar a estudar. Mary se matriculou no curso de direito, mas a cabeça tava longe dos estudos. Solange, a dama da lotação, não lhe saia da cabeça.

Uma semana depois, no corredor  da faculdade ela cruza o olhar com um rapaz, de aproximadamente 20 anos. Conversaram muito pouco, o olhar,  a respiração dizia tudo. Marcaram um encontro na hora  do intervalo no estacionamento da faculdade que passou a ser a rota de  todas as fugas de Mary. Nada de Motel, o local era perfeito para seus encontros.

 O garotão entrou no carrão de Mary,  um desses   parecidos com uma minivan,   que já lhe aguardava seminua. Sem uma palavra se amaram intensamente por exatos 15 minutos.  O tão esperado gozo, não veio.
Os encontros do intervalo, sempre no estacionamento, se tornaram uma rotina. Evitava os colegas da sala para evitar  falatório, preferia os das outras salas, sempre um diferente.

Num determinado dia   um imprevisto impediu  que   o garotão com quem Mary havia marcado no estacionamento  fosse até ela.  O tempo passou e nada do rapaz chegar. Passou então, mais uma vez a buscar solitariamente  o gozo com um vibrador que carregava sempre na bolsa. Já tinha feito aquilo várias vezes e nada de gozar.

O vigia do estacionamento, que já andava desconfiado das idas  no intervalo  de Mary ao estacionamento decidiu verificar o que estava acontecendo.

Mary  percebeu a aproximação do vigia, escondeu rapidamente o equipamento no porta luva,  baixou  saia. E esperou.

- Boa noite! A senhora ta bem, precisando de alguma coisa?

A pergunta encheu Mary de tesão. É claro, que estava.

O vigia, um sujeito magro,  cambota, estatura mediana,  28 anos, não resistiu àquele olhar, àquele cheiro, àquela bela mulher. Entrou no carro.

Naquele dia Mary soube de verdade o que era se sentir  mulher. Uma duas três, pensava que ia morrer,  e o vigia ali suado cumprindo, sem  que soubesse uma missão que já havia sido tentado por outros, sempre em vão.

Depois daquele dia Anastácio pediu demissão da empresa de segurança onde trabalhava. Hoje é o gerente geral de uma das fazendas do  marido de Mary onde esta costuma passar os finais de semana e feriados.
































quinta-feira, 17 de março de 2011

Essa Noite

Escrever, explorar a alma, expor sentimento, não é muito facil. Mas tem gente que se traduz como poesia pura. A professora Ana Paula Frazão, é uma dessas  pessoas.  Acabo de receber, por email, um de seus  belos poemas. Acaba de se revelar para a cidade uma grande e profunda poetisa.

ESSA NOITE

Essa noite......



me empresta seu colo?


noite fria, corpo frio, pensamento viajando....


quero sua respiração, seus olhos fechados, um vinho que aqueça a mente e o corpo


lábios suaves no toque levando os arrepios entre a pele


quero o toque suave de suas mãos


quero seu perfume, quero seu cheiro


quero teu peito pra descansar minha mente


quero sentir aquela paz quando estamos enlaçados


quero me ver quando estou com voce,


sou diferente, sou amada, sou unica.


nao quero palavras, quero teu olhar...


quero aperta as mãos e entrega o corpo


..quero..


humm o que mais eu quero??


na verdade.... nada disso eu quero.


isso tudo é passageiro.


só quero viajar nas letras do verso, no perfume das rosas.

Esperança não nasce em árvores

ESPERANÇA  Então, nada aconteceu. Esperança não nasce em árvores Ela nasce no mais recôndito cantinho do coração ENTRE/MENTES  Entre mentes ...