terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Ontem, hoje



Hoje a certeza  do ontem;
 ontem,  a incerteza do hoje.

O hoje não encontra  o ontem assim,  como o ontem não encontra o hoje.

Tempos que não se encontram.

O  hoje  é filho do ontem, pai do amanhã.
 Não se encontram,  nunca se cruzam, porém,  se completam.
Um construindo sempre o outro

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Corpo, corpos, alma


Teu corpo, meu corpo.

Meu corpo, teu corpo, nossos corpos

Duas almas,  juntas numa só conjugação.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Madrugada


A madrugada se move! Solta gritos não ouvidos; sussurros nas alcovas abafados por beijos profundos

Ao longe o coaxar dos sapos anuncia a chegada de um novo dia.
O vento sopra forte, esfria a terra, varre o chão

O tempo passa, os sons  intensificam-se

Os primeiros cantos dos pássaros já podem ser ouvidos;

Com garbo  o galo passa a cumprir seu papel de guardião da madrugada e cheio de vitalidade  anuncia o cumprimento de mais um ciclo: dia, noite, madrugada, dia.

O vento sopra com mais intensidade
O céu se abre

A  treva se dissipa perdendo o duelo para  a luz
Os sons e os ventos da madrugada aos poucos vão se distanciando abrindo espaço para os atores do novo dia...

Novos ventos, novos sons.  Uma nova sinfonia até o chegar de uma nova madrugada.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O poder, humano



Sou capaz de tudo  e , de olhos fechados. Vejo mais longe, o que  não consigo enxergar de olhos abertos. 

Construo, e se não gostar, destruo,  castelos e  muralhas em questão de segundos.

De olhos fechados “num piscar de olhos”   viajo para qualquer canto do mundo sem pagar um tostão.

De olhos fechados sou capaz  de mudar, para melhor ou para pior minha vida e,  a vida  de quem eu quiser.

De olhos fechados crio a minha realidade, antecipo acontecimentos, corijo  rumos...

De olhos fechados reforço minha condição humana, de herdeiro de Deus  e de cidadão do mundo.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Quando estiver sozinho


Já sei o que farei  quando, por um motivo ou outro, me sentir  sozinho!  

Alem de   conversar comigo mesmo, vou aproveitar a oportunidade  e visitar meus pais, que morreram já faz tempo.  Quem sabe a gente consiga brincar um pouco;  relembrar os bons momentos vividos  juntos. 

Vou dizer a eles  o que não  foi  possível  enquanto estavam  fisicamente por aqui. l Não  tenho dúvida de que será um reencontro bem legal.

Talvez possa ir mais longe.  Reencontrar minha primeira professora. Deve tá bem velhinha. Tenho um pedido de desculpas pra ela. Uma vez, nessas zangas de menino, cuspi na saia dela. Arrependi-me, mas cheio de razão, não pedi desculpas...  Quem sabe agora,  ela me perdoa  e,  ai  me convida pra tomar um cafezinho quentinho, cheiroso e cheio de saudade.

Na minha conversa comigo certamente aparecerão outras sugestões de visitas; composições, recomposições, consertos,  acertos, conselhos.

Quem sabe no meio dessa  conversa,  Deus não apareça e diga:  ei, menino quem disse que tu estais sozinho.  Esqueceste que sou seu Pai  e como pai sempre estarei contigo?

É, sendo assim, vem a certeza de que na verdade, numa conversa dessa ( comigo mesmo)  vem a descoberta real de que nunca estamos ou estaremos  sozinhos.






quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Doce Desejo



A água na boca indica o desejo do que irei experimentar.

Primeiro, o olhar firme sobre aquela forma linda, arredondada e viçosa. Um verdadeiro presente da Natureza;

Depois, o cheiro. Meu Deus, que loucura.

Minha mente antever os próximos minutos.

A boca volta a encher-se de água. Minhas pupilas se dilatam diante daquela forma ali, inerte a me esperar.

Breve saciarei meu desejo.

Suave e calmamente sorverei cada gota daquela doce e magnífica laranja.














domingo, 9 de outubro de 2011

Pluralidade


Plural na vida, singular na morte.

Plural no corpo, singular na alma

Se sou plural, divido...

Se sou singular...

Me encerro em mim mesmo, e morro.





A CIDADE INVISÍVEL

ElsonMAraujo O desafio veio do amigo João Batista, ex-deputado, com quem estreitei amizade nos últimos doze meses e com quem costumo convers...