segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Aquela ceia de Natal.


Não ia ser como no ano passado.

- Não ia mesmo! Pensou ele.

juntara dinheiro o ano inteiro. Tinha feito todas as contas daria para comprar tudo o que tinha direito para aquela que seria ceia de Natal do ano. Estava orgulhoso de si mesmo.

À noite, mesa posta. Música certa para ocasião tocando no som da sala.

Várias fotos tiradas.

- Ah,  como ficaram bonitas. Amanhã vou postar tudo no facebook- Pensou ele.

Era a mais bonita mesa de ceia de Natal do bairro, não tinha dúvida.

Hora da ceia. 

Meia noite. Uma ameaça de chuva pairava no ar. Ao longe o eco de um trovão.

Estava tudo tão bonito, tão belo. Mesa farta e toda decorada. Havia copiado tudo de uma revista americana.

 Esqueceu  um detalhe: juntou tudo, preparou, de fato, a melhor, mais farta e bonita mesa de Natal da rua,  mas não juntou os amigos. Estava só.

Uma lágrima quente correu-lhe o rosto. 

Naquele instante jurou:

No ano que vem vai ser diferente! 






terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Somos divinos, somos deuses



A cada dia me convenço do aspecto divino do homem. Duas citações extraídas da Bíblia, o Livro Sagrado dos Cristãos, à minha interpretação, corroboram para esse convencimento: a que afirma que fomos criados à imagem e semelhança de Deus e, a que diz que somos o Templo do Espírito; que o Espírito habita em nós.

Se somos a semelhança de Deus , se somos a casa do Espírito, então também somos divinos, somos “deuses menores”.

Somos deuses, sim e como tais também podemos operar prodígios; milagres, como muitos preferem.

Os milagres estão dentro de cada ser humano que, no entanto prefere busca-los externamente. Quanto mais corre atrás “do milagre”, mas distante fica deles. Nós, por essência, somos a soma de vários milagres.

Um tempo desses descobri que não é somente eu quem pensa dessa forma. Conversando com a minha amiga Sílvia Letícia, que  vivia naquela oportunidade uma fase de introspecção, esta dizia que também acreditava na divindade do homem e no fato de os milagres estarem ao nosso alcance. 

Letícia acreditava, assim como eu, que se aprendermos a buscar, se passarmos a perscrutar o nosso interior acabaremos por descobrir uma fonte inesgotável de milagres, milagres que poderão mudar a nossa e a vida de quem nos rodeiam.

Portanto, se você teve a oportunidade de acessar esse cantinho, vá em frente, acredite, busque seus milagres,  seus MILAGRES DIÁRIOS,  eles estão dentro de você.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Um toque extraterrestre


                                        (Foto ilustrativa-http://www.google.com.br/imgres?

Carregava um enorme peso emocional naquela noite.

A discussão, horas antes,  com a mulher que amava  tinha sido muito forte.

O jogo de palavras, a expressão corporal de ambos naquele instante de intenso desequilíbrio quase resulta nas vias de fato. 

Felizmente um amigo comum do casal apareceu e acalmou os ânimos. Acabou a confusão, mas ficaram marcas nos dois lados.

Érico,  desnorteado, saiu cantando pneu da porta de casa. Já passavam das 10 horas da noite. Milhões de pensamentos passavam naquele instante pela sua cabeça.

-Pronto! Vou me jogar com carro e tudo dentro do rio. Ela vai ficar com um sentimento de culpa pelo resto da vida- pensou o homem.

Rápido, recuou desse sinistro pensamento. Lembrou que a vida não se resumia a ele, ou à sua mulher. Não tinha filhos, mas havia os pais, os irmãos os amigos, o trabalho. Era muita coisa em jogo para “jogar tudo da ponte”.

- Negativo!  Não é assim que vou resolver essa situação. Vou encontrar  outra saída- pensou Érico sem perceber que o  velocímetro do carro já assinalava 140 quilômetros por horas.

Estava decidido salvar a relação. Ia amanhecer em casa com uma bela cesta de café da manhã e um bouquet de rosas. Não valia a pena continuar naquele clima já que o motivo da briga tinha sido tão banal. Daria sim, para resolver tudo quando o sangue esfriasse.

Era perto da meia noite.  Érico se aproximava  da cidade onde pretendia pernoitar quando, uma luz forte e  incandescente,  vinda do alto  rompeu a escuridão da estrada se concentrando sobre o seu  carro.  Reduziu a velocidade.  

Às cegas e assustado e  agindo por instinto puxou o veiculo para o acostamento.
Abriu bruscamente a porta do carro, levantou as mãos para se proteger daquela luz que parecia naquele instante queimar-lhe  todo o corpo.

Correu sem direção tentando encontrar um lugar seguro.  Acabou caindo e rolando numa encosta.  A luz forte continuava sobre ele. Tentou gritar, pedir socorro, mas a voz não saía. O calor aumentou ainda mais com o aproximar daquela estranha luz. Perdeu os sentidos.

As últimas coisas de que se lembrou  quando acordou no Hospital  foi de ter visto  um  par de olhos  vermelhos e brilhantes  saídos do meio daquela luz e de uma mão  grande e extremamente fria tocando- lhe  a testa.

Sentia naquele momento  uma dor de cabeça como nunca na vida;  percebeu que tinha quebrado a perna direita e estava com escoriações por todo corpo.

Mais do que no resto do corpo uma minúscula e, quase imperceptível marca no centro da testa doía mais do que tudo. Justamente o local onde teria sido tocado pelo dono daqueles olhos vermelhos e brilhantes.

- Você sofreu um grave acidente na BR, meu amor. Graças a Deus, você saiu com vida. Um caminhoneiro viu seu carro tombado na beira da estrada desceu e  encontro você alguns metros adiante, desmaiado- informou a esposa de Érico.

Anos se passaram, Érico conseguiu salvar a relação com a mulher. Reviu conceitos, mudou rumos e decidiu voltar-se mais para as coisas do espírito.

Sobre a luz forte e incandescente não teve coragem de contar para ninguém. Temia ser alvo de chacotas. Também estava confuso. Não sabia se tudo o que viu naquela noite tinha sido realmente verdade ou fruto de sua imaginação depois daquela briga terrível com a esposa.

Até hoje, de vez quando, Érico vai ao espelho e ali constata  um marca, quase imperceptível, na testa.

Local onde teria sido tocado por uma mão grande e fria depois de ter sido perseguido por um facho de luz quente e incandescente.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

E o Templo de fechou



E o templo se fechou !

No vazio, no silêncio, o espírito imortalizado pelas orações e, por tudo de bom que emana de mim e recebo de vós.

Uma luz forte e incandescente aparece e me ajuda a vencer a batalha do hoje.

Valeu a pena os minutos de silêncio....



domingo, 2 de dezembro de 2012

Insano



A prisão quente do teu sexo me deixa,    por uns instantes, insano.
Me liberto.
Saúdo a liberdade.
vibro,
adormeço,
sonho.
Não consigo largar você...
Volto com a certeza de que é ali que quero ficar.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Louco ? Não.



                                          (Foto: Samuel Souza)
Saúdo o nada.

Louco, eu ? Não.

Apenas perdi as oportunidades dos aplausos nos palcos dos teatros e circos por onde andei.

Agora só me resta o grande palco da vida.

Tento chamar atenção, mas ninguém me vê.

Por um momento alguém finge me enxergar. Umas moedas caem no meu chapéu.

Que bom, amanhã terei pão.

Um lampejo de memória

Carrego na alma marcas das lembranças vividas, das lembranças perdidas.

Para a sociedade sou insano. Não sou.

Estou só.

Sou um guerreiro solitário

Agora só tenho meu corpo, ávido, faminto de um simples aplauso.
















terça-feira, 20 de novembro de 2012

Traduzindo-se




Comunicar –se, é preciso !

Entender as coisas do mundo, também.

Tudo fala,  

Tudo se comunica.

O corpo, fala

O  falo, fala.

O sorriso da criança,

O balançar da menina.

O canto da passarada

O barulho

O Silêncio

 O Sol

A Lua

O vento,  o amar,

As pedras

Tudo é comunicação!

O falar do homem e  das coisas do mundo  são   constantes; a  tradução desse falar,  nem sempre.

Traduzir, traduzir-se;
Interpretar, interpretar-se

Compreender,

Compreender-se

Enterder-se


Entender  as múltiplas linguagens  das coisas do mundo;
das coisas da vida;  grandes  desafios do  Ser, humano.

A CIDADE INVISÍVEL

ElsonMAraujo O desafio veio do amigo João Batista, ex-deputado, com quem estreitei amizade nos últimos doze meses e com quem costumo convers...