quarta-feira, 3 de julho de 2013

AME-SE




Você se apaixona por quase tudo, menos por você. 
Aproveite o dia para apaixonar-se, compartilhar-se,
curtir-se. 
Marque-se!
Ame-se à vontade.

sábado, 15 de junho de 2013

INTERAÇÃO


Um corpo precisa de outro corpo.
Uma voz, de outra voz.
Uma vida, de outras vidas.
Interagir é preciso.
Donne, o poeta, tinha razão:

Nenhum homem é uma Ilha.

terça-feira, 11 de junho de 2013

POR QUE A PRESSA ?


Por que correr?
Por que  que a pressa?
A Lua tá logo ali, o Sol  também.
Porque correr? O vento vem, a  brisa vai.
Por que  a  pressa?
Pare um pouquinho!
Ouça seus passos,
ouça os pássaros, e também
a água corrente entre as pedras.
Por que   a pressa?
Pra que correr se ela, a morte, virá do mesmo jeito?
Aquiete-se !
Feche os olhos,
Escute  também as batidas do coração.

Ouça os sons da vida.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

UM MUNDO A SER VISTO

Com minha alma inquieta meus olhos viajam.
O verde, azul, cinza do mar cega-me no horizonte.
No Céu, nuvens brancas multiformes como um manto sagrado deixam meus olhos embriagados;
embriagados de tanta beleza.
Minha alma, meus olhos viajam.
Na  terra, formas, contornos, lençóis cintilantes de areia, traços complexos deixam-me perplexo.
Por alguns instantes fico quieto.
 Respiro fundo.
Tento conversar com minha alma. Ela nada me diz.
Insisto, e nada.
Logo compreendi com aquele silêncio verbal, o que ela, a alma queria dizer-me:
Acalma-te ainda tenho um mundo para te mostrar.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Olhar


Curvas sinuosas faz-me curvar-me diante de ti. Deslizo por uma superficie lisa e profunda.
Exploro o olhar à exaustão.
Luzes, cores, formas, penetram minhas retinas revelando- me um novo e luminoso mundo.
Luz, cores, formas, se aliam,  se juntam.
Beleza reunida, beleza invencida. 
O olhar humano se funde com o olhar de Deus.

terça-feira, 21 de maio de 2013

NATUREZA EM MOVIMENTO



Uma semente brotou. 
Alimentou-se da terra por dias e semanas.
Pegou sol, tomou chuvas.
Sozinha?
Sozinha ela morreu. 
Alimentou a terra que por dias e semanas também lhe havia alimentado.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

A culpa é do sistema.



De tanto ouvir o nome cismou: -- preciso conhecer esse tal de Sistema. Puta que pariu esse cara está em todas--, pensou o simplório vaqueiro na porta da agência do INSS, onde fora dar entrada no auxilio doença.
Machucou-se ao pisar de mau jeito num " mata burro" na fazenda onde trabalha desde a adolescência. Sentia muitas dores no pé esquerdo e o jeito era se encostar, até poder voltar a trabalhar.
--O sistema saiu do ar, não posso mais atendê-lo hoje. Só daqui a cinco meses-- disse uma mal humorada atendente ao vaqueiro.
--Mas dona eu moro num povoado a 200 quilômetros daqui-- retrucou o vaqueiro.
-- Moço eu já não lhe disse que só daqui a cinco meses? Não tenho culpa se o sistema saiu e não tem hora pra voltar-- detonou a atendente.
Nelson saiu dali soltando fumaça afinal, era a terceira vez que esse tal de sistema atrapalhava sua vida num único dia. Estava odiado.
Lembrou que no banco, onde fora sacar uma merrequinha pra almoçar, o nefasto do sistema não permitiu a operação.
-- Quando o sistema sai não se sabe a hora que volta. Melhor o senhor vir outro dia- aconselhou o guarda da agência.
Dali seguiria até o INSS. Precisava pegar um ônibus.
Morto de fome Nelson, com o pé latejando de dor, esperou 10, 15, 20 30 minutos na parada e nada do coletivo. Uma multidão que assim como ele esperava o bendito transporte começou a reclamar em voz alta. Passava das 10h30 da manhã. O dia abafado e calorento deixou o vaqueiro uma pilha de nervos.
-- A culpa é do sistema que não permite a entrada de outras empresas-- protestou um entusiasmado estudante.
-- O sistema é realmente bruto--completou um rapaz com o uniforme de uma empresa de construção civil que também esperava há muito a chegada do coletivo.
Nelson ouviu tudo aquilo indignado. Nada do ônibus passar e o horário da audiência no INSS chegando. Decidiu ir mesmo a pé, embora cheio de dores.
Com fome, sede, dor, suado e cansado, ainda ali na porta da agência lembrando  daquela fatídica manhã, o vaqueiro não tirava o sistema da cabeça. Era tanto ódio que chorou e num momento de fúria, no alto de sua ignorância, voltou pra dentro da agência, se dirigiu até a atendente e soltou um gritou que chamou a atenção de todos.
--Moça pode dizer pra esse maldito sistema que se continuar a me perseguir e a atrapalhar minha vida, juro que da próxima vez que eu voltar aqui, eu mato ele.


A CIDADE INVISÍVEL

ElsonMAraujo O desafio veio do amigo João Batista, ex-deputado, com quem estreitei amizade nos últimos doze meses e com quem costumo convers...