quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

PSICO

  
No éter,  angústias, medos, insegurança e incertezas aguardam a cura do mal provocado pelas espadas do Mundo.

A mente como um viajante sem rumo divaga.  Faminta, atrai diante de si um cardápio de doces amargos gastricamente  expulsos pelo sentimento de insegurança em meio a um mar de incertezas formado por lágrimas secas.

Vazio, hiato !

Será  que é inútil querer decifrar o nada,  que não é nada e  mesmo assim existe e resiste ?

Parece loucura querer chegar  a um lugar que ainda não existe.
A fome física  temperada pela madrugada,  se confunde com a fome da alma sempre faminta.

Um mergulho no oceano da incerteza. Ao longe a luz forte de um  farol indica o caminho de um  (in) certo mundo ainda desconhecido.  E pra lá que os pés se levantam e apontam.

Será loucura o  começo dessa viagem psicodélica, iniciática, desconexa,  liberta das amarras das regras existenciais?
Será loucura,  ou começo dela, a tentativa de decifrar o indecifrável?

Será loucura essa viagem sem nexo, desconexa pelo oceano do nada, sem porto, sem  minas, sem rimas?

A vida é  assim, uma viagem com muitas escalas , muitas idas e vindas num movimento que não tem fim.




sábado, 3 de dezembro de 2016

Ela chega e tudo melhora


Elson Araújo

O nosso  “ campo de  visão” com o tempo, se exercitado é claro, amplia. O mundo passa a ser visto por ângulos distintos. Observamos mais, pensamos mais. A visão do ontem  começa a ser reavaliada,  e a visão do hoje automaticamente termina por melhorar. E não é só a ampliação da visão do mundo, não. Arrisco-me dizer que melhoramos muito com a maturidade. 

Semana passada,  não descobri  ainda o porquê, me dei um flagra refletindo sobre  os tantos caminhos, e descaminhos que nos faz alçar a essa  maturidade, e de tanto pensar acabei por fazer uma viagem  no tempo. Fui longe e gostei do déjavu.

E não é que é legal viajar no tempo?   Revi amigos, as brincadeiras e peraltices da infância; aquela vez que cuspi,  zangado,  na saia da professora e,  daquele dia que perguntei a ela, e fiquei sem resposta,  quem era o pai de Deus.  Acredito que eu, e todos os outros humanos partirão sem  obter essa resposta que a professora , quase que engasgada , não soube me responder

Viajar no tempo, recompor memórias  é  muito legal mesmo.  Descobri que faz bem pra saúde  com uma ressalva de que seja pra reviver boas  recordações,  o  contrário   faz um  grande mal.

De volta  a esse fenômeno natural  a que chamamos de maturidade. Embora  saibamos que seja um estágio intermediário para o  fim corporal,  se a gente perceber bem,  é pura magia;   trata-se de um estágio mágico da vida, sobretudo,  quando a gente faz aquelas paradas obrigatórias, como um dia me disse um pastor evangélico.

“Nessa fase  são necessárias algumas paradas obrigatórias para que haja os consertos necessários e a gente possa seguir adiante” me ensinou o velho pastor.

Outro encontro  bacana foi  esse com o pastor, durante  minha viagem no tempo.

Pensei  e tentei encontrar uma maneira de exemplificar o que seria essa “santa maturidade”.

Na minha mente surgiu  uma lagarta rastejando bem devagar. O bicho  via tudo por um único ângulo;  passava por cima de  pau  e pedra,  se machucava, e nem sentia dor. Feria também e nem percebia. 

Medo?  Não existia.  Havia naquela  lagarta  um sentimento de infalibilidade.  
Num determinado momento, obedecendo ao comando natural da  existência, a lagarta parou e se recolheu por um determinado tempo num casulo. Parada obrigatória para um processo de transformação ou   não já que por motivos alheios à sua vontade    esse   processo certamente correria  risco de ser interrompido.

Com a graça  de a lagarta  ter  ultrapassado aquela  fase, agora sim,  surgia uma bela  e colorida borboleta. 

A lagarta se transformou, criou asas e voou, passou a ver  o mundo lá do alto.   Descobriu, de repente, que as pedras continuavam   lá,  mas que  no meio delas  era possível enxergar  o verde que não  via antes   e uma enorme  variedade de  flores. 

Agora  com as asas, se quisesse,  a ex-lagarta  poderia  ir mais longe, ir a lugares antes  inimagináveis e  escolher  pousar nas   flores mais belas.



sábado, 15 de outubro de 2016

Nobres



Nobres reis e rainhas nas salas do mundo.
Presença eterna nas nossas vidas.
Frutos, benditos, sejam os seus sobre a Terra.
Fé no que diz,
Fé no que faz
Presente,
Passado,
Futuro,
Sempre,
presentes.

Oração aos mestres


Que não falte  palavras. Que não falte energia, que sobre magia na  arte de transmitir conhecimento.

Ó mestres, fazei- nos instrumentos de paz e de  transformação.


Amém

terça-feira, 11 de outubro de 2016

BRINCADEIRA


Ente inocente,
alegre ,
valente.
Espada na mão,
monstro no chão.

Choro presente,
Colo ausente.

Colo presente
Choro ausente.
Ente inocente,

Alegre,
Valente.
Conquista.

Do alto do colo,
sem grito,
sem choro
contempla a vida sorridente e contente,

feliz.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

VIDA QUE SEGUE




Um encalhe ali, outro acolá, como um barco a vida segue seu curso  depois de cumprir  com cada estágio;  são as paradas obrigatórias que ela mesma impõe para abastecer, fazer os reparos necessários e assim,  a viagem seguir com segurança.


Seja em águas rasas ou profundas, turbulentas, ou serenas  o barco da vida segue em frente; e nós, pequenos mortais, com o olhar fixo no horizonte  vamos nos alimentando da  brisa esperança  de chegar ao mais seguro dos portos.

BENÇÃO

Fotografia: Greacy Azevedo
Vós sois vida,
vós sois água,
vós sois benção.
Nossa vida,
nossa água,
nossa benção.
Sem vida,
Sem água,

não há  benção.

A CIDADE INVISÍVEL

ElsonMAraujo O desafio veio do amigo João Batista, ex-deputado, com quem estreitei amizade nos últimos doze meses e com quem costumo convers...