ElsonMAraujo
Nesse cantinho perdido da "NET" você vai encontrar textos diversos. Poemas, artigos, impressões, comentários sobre fatos e coisas. Se por um acaso qualquer você acessá-lo, deixe um comentário, um recado, uma dúvida, enfim, marque sua passagem. Um forte abraço e, boa leitura
ElsonMAraujo
ElsonMAraújo
Souza
Lima é nome de rua em Imperatriz. A rua não é grande. Começa na beirada da
Floriano Peixoto, na Nova Imperatriz, e desemboca na Leôncio Pires Dourado, que
por sua vez, acaba no “beiço” da BR-010.
Num rápido voo mental panorâmico percebe-se que a rua não é tão grande,
como é a Ceará, mas a extensão é suficiente para imortalizar o nome desse
importante vulto da literatura maranhense, agora sem nenhuma dúvida histórica,
nascido em Imperatriz em 1889, mais precisamente no dia 15 de agosto. Ele
também aformoseia com seu nome, uma escola municipal, na Vilinha.
Quando
se fala em ausência de dúvida quanto ao local de nascimento de Manoel de Souza
Lima, é porque havia uma saudável discussão entre acadêmicos quanto ao local do
nascimento do escritor. Para uns, como o poeta Ribamar Silva, ele apenas morou
na cidade, mas sua terra natal era Grajaú. Para outros, como o romancista
Agostinho Noleto, o autor é um legítimo filho de Imperatriz.
Desse
debate, aparentemente simples, surgiu no seio da Academia Imperatrizense de
Letras um verdadeiro “especialista em Souza Lima”, o próprio Ribamar Silva, que
tomou como missão literária conhecer (pesquisar) toda a obra deixada pelo patrono da cadeira 01 da Academia
Imperatrizense de Letras (AIL), hoje
ocupada pelo jornalista Juscelino Pereira, mas sempre acreditando ter nascido o
escritor em Grajaú.
Dessa
vez, a curiosidade não matou o gato, mas fez vir a lume o fim da dúvida. No
final do ano passado Sérgio Saboia Lima, neto de Souza Lima, sabedor da
existência dessa dúvida, fez chegar às mãos do poeta Ribamar Silva um rascunho
esferográfico do próprio Souza Lima onde ele faz alguns apontamentos quanto à
data, e o local do seu nascimento, ocorrido realmente em Imperatriz (MA), a
data do seu casamento, em Boa Vista do Tocantins, Estado de Goiás, em 26 de
maio de 1917, e os nomes de todos seus filhos. Boa Vista é a hoje cidade de
Tocantinópolis (TO)
Com
o rascunho, recebido com efusividade pelo acadêmico pesquisador, findou-se a
celeuma acadêmica, mas não o interesse dele pelo patrono da Cadeira 01 da AIL.
Tanto, que na próxima quinta-feira na reabertura dos trabalhos da Academia
Imperatrizense de Letras, Ribamar Silva fará uma palestra/apresentação sobre a
vida e obra de Manoel de Souza Lima, o primeiro filho de Imperatriz a tonar-se
escritor e a escrever um livro.
Manoel
de Souza Lima, ainda muito moço, trocou Imperatriz por Boa Vista. Também
estudou em São Luís. Fez curso de prático em farmácia na capital, mas fez mesmo
carreira foi de professor, não deixando de lado, entretanto, seu lado de
escritor.
Mesmo
não tendo alcançado a fama dos grandes escritores nacionais, Souza Lima deixou
um vasto acervo literário com obras que, se fossem avaliadas por especialistas
em literatura brasileira, seriam
colocadas no panteão das grandes obras nacionais. Não seria nenhum abuso
chamá-lo de “O José de Alencar do Maranhão”. Quem leu Iracema, do autor
cearense, e depois mergulhar na leitura de O Tupinambá, publicado na década de
1930 pelo maranhense, é fatalmente
conduzido a fazer a essa comparação,.
No
início desta semana, ao conversar com o confrade Ribamar Silva, ele, todo
orgulhoso me disse que O Tupinambá é apenas uma das muitas obras deixadas por
Souza Lima, que inclusive como o apoio da Academia Imperatrizense de
Letras e possíveis patrocinadores,
pretende reeditá-las para que as novas gerações de escritores conheçam aquele
que foi um dos grandes nomes da literatura maranhense da sua época,
com o orgulho de ter nascido em Imperatriz.
“Meu
confrade, leia Sete Lagoas e depois a gente volta a conversar”. Sete Lagoas -
Igapó Se Ié, na avaliação de Ribamar Silva, é outra obra-prima do
imperatrizense Manoel de Souza Lima.
ElsonMAraujo
A crença e a busca pela
sintonia com o eterno, são necessidades intrínsecas não só no ser cristão, mas
também daqueles que professam uma fé, seja no que for. O que faz com que nos
comportemos como humanos de verdade,
não é a nossa morfologia, mas o conjunto das nossas crenças, e a certeza de que
não viemos do nada.
Sem a crença no eterno, nos
resumimos a um simples ser vivo travestido de humano. Uma vez na condição de
humanos eis um grande desafio: harmonizar-nos, no sentido amplo, com o ambiente
em que vivemos e, assim, melhorar a relação com o outro no exercício do
conviver social.
A fé concebida pelo nosso
conjunto de crenças, se constitui num componente importante para o processo
de harmonização da sociedade. Se, sem fé
é impossível agradar a Deus, ainda sem ela é impossível a construção de uma
sociedade melhor. Uma sociedade justa. Nesse aspecto, podemos afirmar que
a fé é um elemento indutor do mover
humano, tanto no aspecto positivo, quanto no negativo.
Hitler em nome da “crença”
numa raça pura, exterminou milhões de Judeus. Milhões de negros foram escravizados
sob o manto da “crença de que não eram gente, eram coisas; e hoje o estado
islâmico, diante de uma fé cega e numa interpretação deturpada do Corão, comete
todo tido de atrocidades. Na contraposição, Jesus Cristo, Gandhi, e Martin
Luther king são alguns exemplos de
disseminadores da fé que “move montanhas”,
que cura as feridas mais profundas,
ressuscita mortos e que transforma a sociedade. Seus ideais permanecem,
se eternizaram.
A fé, a boa, pode ser
aprendida, desenvolvida e seus resultados apreendidos pelo tecido social. O que
seria das sociedades sem esse tipo de fé?
Resumir-nos-íamos a meros zumbis vagando sobre a terra, sem rumo,
indiferentes ao ambiente e às outras pessoas. O acreditar, assim como o
duvidar, faz parte da natureza humana; e isso precisa ser cultivado! E nesse pensar, torna-se importante a crença
no aspecto de que o homem pode evoluir para algo melhor.
É crível que o Planeta possa
ser ocupado por homens de muita fé e capazes de coisas prodigiosas; entre elas {a principal},
a de construir uma sociedade, justa
fraterna e igualitária. A crença nesses ideais não pode, jamais, ser perdida de
vista, sob pena da sociedade se inclinar na direção de um processo contínuo de involução,
o que nos levaria a uma condição de barbárie.
Portanto, existe a fé que
destrói e a fé que constrói. E, é essa
boa fé, a que constrói, que precisa ser disseminada em todos os quadrantes da Terra
por nós, que ainda acreditamos que tudo é possível àquele que crer.
ElsonMAraujo
Tenho dito que uma importante tarefa, ou responsabilidade das academias de letras espalhadas pelo país, é a de, naturalmente, resgatar e manter viva a história e os feitos literários de inúmeras personalidades que, se não a principal atividade, tinham a literatura como ofício, e que deixaram para a posteridade seus romances, poesias, contos, ensaios, novelas, músicas, etc. Uns com fama nacional e internacional, outros nem tanto, mas que a exemplo dos famosos, também deixaram seus registros literários.
O Maranhão é rico da presença de vultos literários que, cobertos pelo manto do tempo, caíram no esquecimento, que para mim é uma espécie de “segunda morte”; mas que graça às academias de letras, foram restaurados e hoje são estudados, declamados, e a atual geração pode, enfim, conhecê-los. Foram imortalizados! Um exemplo clássico é Maria Firmina dos Reis. Maranhense da cidade de Guimarães, é considerada a primeira romancista negra do Brasil.
Aqui perto, na cidade de João Lisboa, Firmina dos Reis dar nome a uma das cadeiras do conjunto de patronos da academia de letras, de lá. Cadeira ocupada pela socióloga, professora, escritora, pesquisadora Maria Natividade da Silva Rodrigues, hoje uma das maiores pesquisadoras da obra da maranhense, no Brasil.
Quando uma academia de letras é fundada, cada uma das cadeiras recebe o nome de um patrono, que é escolhido, na maioria das vezes, pelo acadêmico ou acadêmica, antes da fundação. O critério, é a afeição pela vida e obra daquela personalidade que de alguma forma tenha marcado o mundo das letras e cultura brasileiras. A Academia Imperatrizense de Letras (AIL), atualmente presidida pelo poeta Raimundo Trajano Neto, segue esse padrão. São 40 cadeiras, cada uma coroada com o nome de algum expoente da nossa literatura. Assim, não há como o ocupante do assento não mergulhar nas nuances da vida e obra daquele homenageado literato, que passaria eternamente para a “segunda morte”, se não fosse por aquela iniciativa.
Às vezes ocorre de um acadêmico despertar para a obra do patrono de uma outra cadeira. Isso aí, aconteceu com o poeta Ribamar Silva. Ele ocupa a Cadeira 20, fundada pelo saudoso jornalista e historiador Adalberto Franklim e que tem como patrono o escritor maranhense, nascido em São Luís, João Dunshee de Abranches Moura. O são-luisense foi membro destacado da Academia Maranhense de Letras, e segundo o jornalista, escritor, pesquisador, e acadêmico, Edmilson Sanches, um dos maiores intelectuais já nascidos no Maranhão. Com tudo isso, a queda literária de Ribamar Silva é pelo escritor Manoel de Souza Lima. Há anos ele pesquisa e escreve sobre a vida dele, patrono da Cadeira 01 da AIL, ocupada hoje pelo jornalista e advogado Juscelino Pereira.
Além de resgatar toda bibliografia do autor, Ribamar Silva conseguiu acabar com uma dúvida acadêmica sobre o local de nascimento de Souza Lima, corrido em Imperatriz no final do século XIX. Sendo, portanto, ele, o primeiro filho da cidade a se tornar escritor. As pesquisas apontaram até para a descoberta de um neto famoso do escritor imperatrizense, o festejado ator de TV e teatro, e também diretor de núcleo da Rede Globo, Wolf Maia.
Em 2020 fui eleito membro da Academia Imperatrizense de Letras, na vacância da Cadeira 02, então ocupada pelo sertanejo advogado, jornalista, político e historiador Sálvio Dino, levado para eternidade pela pandemia do coronavirus. Dino era membro fundador do sodalício imperatrizense e escolheu como patrono do assento, João Parsondas de Carvalho, nome de ruas e escolas, em diversas cidades do Maranhão, e até do Estado do Pará.
Sálvio Dino alimentava uma intensa e produtiva atividade literária, e como não poderia deixar de ser, pesquisou, com o olhar de águia, a vida e obra de Parsondas de Carvalho, de cujos feitos ouvia falar desde que se entendeu por gente, lá pelas bandas de Grajaú, onde viveu na tenra juventude.Da curiosidade e intelectualidade de Sálvio Dino, surgiram vários textos, palestras e debates sobre a trajetória do escritor, jornalista, geografo e mais um “montão de coisas, Parsondas de Carvalho, que morou em Imperatriz, ali na XV de Novembro.
Parsondas morreu na vizinha Montes Altos, em 1926, e ali também foi sepultado. Ele deixou um gigantesco legado em várias áreas do saber. Legado esse, alvo das pesquisas do saudoso Sálvio Dino.
Reputo o livro Parsondas de Carvalho, um novo olhar sobre o sertão, como o principal documento produzido pelo fundador da Cadeira 02 da AIL, sobre o patrono. Na obra, uma espécie de livro reportagem, Salvio faz uma releitura de Guerra do Leda, um livro/denúncia onde o autor relata, como contemporâneo dos acontecimentos, uma das maiores “carnificinas” já registradas no alto sertão maranhense sob o patrocínio do Governo do Maranhão. Na época, o governador era João Gualberto Torreão da Costa, mas quem dava mesmo as cartas, ou seja, mandava, era o então poderoso chefe político e senador Benedito Pereira Leite, que mais tarde, entre primeiro de Março de 1906 e 25 de maio de 1908, veio a ser de fato, e de direito governador do Maranhão.
Em Guerra do Leda, como escreveu no prefácio de Parsondas de Carvalho, um um novo olhar sobre o sertão, o saudoso escritor e desembargador Milson Coutinho, Parsondas relata a miséria moral, política, policial e denuncia os assassinatos do Estado Policial de Benedito Leite, que tiveram como palco cidades como Grajaú, Carolina, Imperatriz, Riachão e Balsas.
A Guerra do Leda, texto já quase pronto, é o tema da coluna da próxima semana.
Não
sou por mim.
Não
sou de mim, viajante dos mundos
Invisíveis.
Mundos
ancestrais.
Sou
Água,
Sou
Ar,
Sou
Fogo,
Sou
Terra e
quintessência,
Também.
Há mais coisas entre o céu e a terra do que pode imaginar nossa vã filosofia, tal frase atribuída ao maior dramaturgo e escritor de todos os tempos, William Shakespeare, no contexto da sua época significaria que haveria mais coisas no mundo do que se conseguiria explicar ou racionalizar.
A frase dos idos dos anos 1600 se imortalizou,
mas a sua intepretação permanece praticamente a mesma. Geralmente ela é invocada sempre que nos deparamos com algo
inexplicável ou de difícil explicação. Como por exemplo, o sexto sentido,
privilégio de poucos, a quem por “possuí-lo ou exercitá-lo, é atribuído poderes
sobrenaturais.
O surpreendente Sexto Sentido, filme de 1999 estrelado
por Bruce Willis, tratou de fortalecer mais ainda essa crença: a desse dom como algo que eleva o homem a
condição de meta-humano, ou seja, alguém com superpoderes. Na película um garotinho consegue se comunicar,
naturalmente, com pessoas mortas. Todos devem lembrar da antológica cena em que
todo encolhido e assustado o garotinho, interpretado por Haley Joel Osment ,
balbucia: I see dead people (eu vejo pessoas mortas).
Mais o nosso sexto sentido não
estaria ligado apenas ao se comunicar com pessoas mortas, como o mostra o filme
do diretor M. Night Shyamalan. Há uma
infinidade de outras ocorrências nascidas do humano assinada por essa, diria, aptidão.
Maioria delas ligada à premonição. A mídia gosta muito de divulgar esses casos
principalmente quando aparecem aqueles que desistiram, de última hora, de uma
viagem e o transporte termina sendo sinistrado. A coisa vai além disso.
Quem se interessa pelo assunto
com frequência se depara com a pergunta se o sexto sentido existe ou não. Na
minha existência consciente já vi, e vivenciei situações que acabaram com as
dúvidas sobre a existência desse dom, mas essa minha apreensão deriva do senso
comum.
E a ciência, o que diz sobre isso? Como faço sempre que escolho o tema sobre o
que pretendo escrever aqui neste espaço, fui atrás.
Sabia que há anos a ciência se
debruça sobre o estudo do sexto sentido? Pois é, descobri que há estudos até
sobre o uso militar dele. Já tem algum
tempo que Exército Americano desenvolve pesquisas com o objetivo de desenvolver
o sexto sentido nos seus soldados. A lógica seria capacitá-los com técnicas
para o campo de batalha para prever, e assim evitar situações que redundem em
tragédias.
E o como a ciência que já
confirmou a existência desse sexto sentido o define? Encontrei uma fala do neurologista Martin
Portner. Segundo ele, esse ‘feeling’ seria a sexta maneira de ‘sentir algo’ –
as outras cinco são visão, audição, olfato, tato e paladar. “Na verdade, é a
integração de todos os cinco - os estados internos do organismo e a mente
racional - todos voltados para nos dar uma informação preciosa", explica.
O cientista diz ainda que o sexto
sentido de uma forma simples: é uma
capacidade do cérebro que envolve o cruzamento de informações dos dois
hemisférios - o esquerdo, que é racional, e o direito, emocional.
Bem, embora não seja uma
explicação, assim de cara, compreensível, até aqui é possível dizer que o sexto
sentido existe, que não é nada de sobrenatural, que é objeto de pesquisas e que
pode ser desenvolvido; assunto para uma próxima crônica.
O engraçado nisso tudo é que,
o que a ciência tenta explicar e aprender a desenvolver, as mulheres flagrantemente
têm de sobra. Elas não precisam de
nenhum esforço para por em prática esse fantástico dom chamado sexto sentido.
Até prova em contrário, o
homem é o ser vivo mais complexo e poderoso do universo. Uma máquina
pluridimensional, ainda, a anos de luz de vir a ser desvendada.
Como humanos estamos na “alfabetização”. Ainda temos muito o que aprender.
A crença e a busca pela sintonia com o eterno são necessidades intrínsecas não só no ser cristão, mas também daqueles que professam uma fé, seja no que for. O que faz com que nos comportemos como humanos de verdade não é a nossa morfologia, mas o conjunto das nossas crenças, e a certeza de que não viemos do nada.
Sem a crença no eterno, nós nos resumimos a um
simples ser vivo travestido de humano. Uma vez na condição de humanos eis um
grande desafio: harmonizar-nos, no sentido amplo, com o ambiente em que vivemos
e, assim, melhorar a relação com o outro no exercício do conviver social.
A fé concebida pelo nosso
conjunto de crenças se constitui num componente importante para o processo de
harmonização da sociedade. Se sem fé é impossível agradar a Deus, ainda sem
ela é impossível a construção de uma sociedade melhor. Uma sociedade, diria
justa. Nesse aspecto, podemos afirmar que a fé é um elemento indutor do mover
humano, tanto no aspecto positivo, quanto negativo.
Hitler em nome da “crença”
numa raça pura exterminou milhões de Judeus; milhões de negros foram escravizados
sob o manto da “crença” de que não eram gente, não tinham alma, eram coisas; e
hoje o estado islâmico, diante de uma fé cega e interpretação deturpada do
Corão, comete todo tido de atrocidades. Na contraposição Jesus Cristo, Gandhi,
Martin Luther king, são alguns exemplos de disseminadores daquela fé que “move
montanhas”, que cura as feridas mais profundas, ressuscita mortos e que
transforma a sociedade. Seus ideais
permanecem, se eternizaram.
A fé, a boa, pode ser
aprendida, desenvolvida e seus resultados apreendidos pelo tecido social. O que
seria das sociedades sem esse tipo de fé?
Resumir-nos-íamos a meros zumbis a vagar sobre a terra, sem rumo,
indiferentes ao ambiente e às outras pessoas.
O
acreditar é da natureza
humana e isso precisa ser cultivado. Nesse pensar torna-se importante a
crença no aspecto de que o homem pode evoluir.
É crível que o Planeta possa
ser ocupado por homens de muita fé e capazes de coisas prodigiosas; entre elas {a principal}
a de construir uma sociedade, justa fraterna e igualitária. A crença nesses
ideais não pode, jamais, ser perdida de vista sob pena da sociedade se inclinar
na direção de um processo contínuo de involução que nos levaria a uma condição
de barbárie.
Portanto, existe a fé que
destrói e a fé que constrói. E, é essa
boa fé, a que constrói, que precisa ser disseminada em todos os quadrantes da Terra
por nós que ainda acreditamos que tudo é possível àquele que crer.
E elas, e também
eles, existiram, ou ainda existem?
Existem sim!
Embora haja
alguns raros bruxos, a dominância é das
bruxas e bruxinhas. Elas estão bem pertinho de nós, e nem as percebemos.
Conheço vários desses seres, e ao contrário do que se imagina, não pertencem ao
mundo das trevas. São, na verdade, cheios de luz e só espalham o bem. O
problema é que ao longo da (e) história espalharam várias fake News, e os queridos bruxos e bruxas tiveram a imagem arranhada.
A campanha
difamatória contra as bruxas criou no inconsciente coletivo uma falácia: elas
pertenceriam ao lado clandestino da força
e surgiram só para fazer maldades.
No início desta semana,
ao conversar com uma bruxinha, a quem devoto respeito e admiração, surgiu a
ideia de uma investigação para apurar quem iniciou essa campanha de calunia,
injúria e difamação contra as bruxas.
Se vivos, poderíamos
enquadrar de início os irmãos Grimm.
Por motivos que ainda não consegui identificar, foram eles, nos idos de 1817, que
construíram, ou melhor, compilaram um tradicional conto de fadas da oralidade
alemã da época, e publicaram como Branca
de Neve.
No conto dos
Grimm aparece a rainha Grinhilde que, travestida de bruxa, com ciúme e inveja da
bela Branca de Neve tenta acabar com ela. Com todo respeito aos confrades alemães, mas
Grinhilde, numa interpretação livre, não era uma bruxa, mas se fez passar por
uma. Falseou a verdade, fingindo ser o que não era, e conseguiu enganar Branca
de Neve induzindo-a a comer uma maça envenenada com o dolo, ou seja, a intenção
de matá-la
O genial Walt Disney
tratou de queimar mais ainda o filme das
bruxas ao levar para os cinemas a animação Branca de Neve e os Sete Anões,
em janeiro de 1937. No filme, a Rainha má, a falsa bruxa, parece ainda mais
malvada. Disney, assim como irmãos Grimm,
também leva a culpa pela imagem ruim das bruxas.
Um pouco antes
de Branca de Neve os Grimn, já tinham se apropriado de uma outra fábula, o príncipe e o sapo. Nesse conto um
príncipe é transformado em um sapo muito feio por uma suposta bruxa má. Li várias
vezes o conto e não encontrei provas de que a tal bruxa de fato era uma bruxa.
A magia bem poderia ter sido feita por um dos demônios que vagam pela Terra, mas
quem até hoje leva a culpa é a suposta bruxa.
O
nosso Monteiro Lobato também tem um pouco de culpa pela má fama das bruxas. No
livro O Saci, de 1921, ele começou a popularizar a Cuca, “uma horrenda bruxa”
que vivia numa caverna na floresta e dormia uma noite a cada sete anos. A Cuca ficou famosa na série de TV inspirada
da obra de Lobato, o Sítio do Picapau Amarelo.
Ocorre
que ao analisar o texto do pai da Narizinho, Pedrinho, da Boneca Emília, Tia
Anastácia e dona Benta, chega-se à seguinte conclusão: as ações da Cuca nunca
foram de uma verdadeira bruxa, sendo suas atitudes mais próximas da de um
demônio.
Tadinhas das bruxas! Não se insurgiram contra essa campanha
histórica de difamação, e hoje padecem por conta disso.
A campanha
difamatória contra as Bruxas não para por aí. No universo dos quadrinhos surgiram
a Madame Min, a Maga Patológica, aquela
que a todo custo tenta roubar a moeda da sorte do avarento Tio Patinhas. E
ainda têm as estilosas, Feiticeira
Escarlate, Circe, famosa por ser a
inimiga da mulher maravilha, Nimue,
Zatanna, Baba Yaga, Madame Xanadu e Hecate, considerada a deusa das bruxas.
Personagens que, na essência, são
boazinhas, mas que foram satanizadas pelas mentiras e meias verdades espalhadas
pelos quadrinhos e pelo cinema.
Escrever carrega
algo de sobrenatural. A ideia inicial do tema de hoje era falar sobre o enigmático,
poderoso, e suposto sexto sentido, mas acabei sendo desviado (será se foi algum
tipo de magia?) para esta defesa das bruxas.
Na dúvida, se
esse desvio foi obra de alguma magia, hoje mesmo vou procurar a bruxinha com
quem conversei no começo da semana. Quero saber se ela tem alguma coisa com
isso. Será?
Bem, como ela
não se esconde, e não tem medo de ser queimada
na fogueira pelo exercício de seus múltiplos poderes, vou aproveitar e
revelar a identidade dela. É melhor assim!
Minha amiga é a
prova viva de que as bruxas não são malvadas, e que tudo o que foi dito até
hoje contra elas é fake News, intriga da
oposição.
A bruxinha de quem
eu falo chama-se Drija. Tem sangue medieval europeu, e mora já um tempão em
Imperatriz. Suas “poções mágicas” já ajudaram a salvar milhares de vidas. É
elegante. Tem um riso e uma presença muito fortes. Quem chega perto dela, logo
se encanta. Mas tem algo que quando ela manipula a torna gigante, tipo do tamanho do mundo. A Bruxa Drija
seleciona as letras, põe num caldeirão de
sensibilidade, e deixa elas ali, numa espécie de “banho maria”, enquanto ao
piano entoa canções mágicas. Não demora muito a criatura surge diante da
criadora: uma pura e límpida poesia.
A bruxa Drija tem
uma identidade secreta, que na verdade não é mais secreta pois vou revelar
agora.
Gratidão Adriana
Moulin Alencar Piccoli ! Foi sua magia, seu encanto que inspirou a crônica
deste sábado. A do sexto sentido vai ficar para a semana que vem.
ElsonMAraujo O desafio veio do amigo João Batista, ex-deputado, com quem estreitei amizade nos últimos doze meses e com quem costumo convers...