No
universo dos sonhos rostos perdidos
surgem na imensidão do tempo.
Alguns, com olhos brilhantes destacados na penumbra, sorriem; outros parecem indiferentes, e num terceiro
quadrante alguns simplesmente só observam sem nada esboçar. Esses desapareceram na mesma
velocidade que apareceram.
Nesse cantinho perdido da "NET" você vai encontrar textos diversos. Poemas, artigos, impressões, comentários sobre fatos e coisas. Se por um acaso qualquer você acessá-lo, deixe um comentário, um recado, uma dúvida, enfim, marque sua passagem. Um forte abraço e, boa leitura
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017
domingo, 8 de janeiro de 2017
SEM NEXO
Palavra
sem nexo rimada com sexo,
Sem sexo,
Sem nexo,
tenta engravidar o ar que respiro na esperança de gerar poesia
segunda-feira, 2 de janeiro de 2017
O grande segredo
(Elson Araújo )
É
preciso ser forte para enfrentar as intempéries que aparecem ao longo da nossa existência
terrena. Viver não é para os fracos! O poeta Gonçalves Dias, já dizia isso no célebre Canção dos
Tamoios que “ A vida é combate que os fracos abate, que os
fortes, os bravos só pode exaltar”. Por
isso, surge a necessidade de um cuidado todo especial com esse viver: a busca
permanente pelo equilíbrio. Esse é um
dos grandes segredos da vida, vital para nossa efêmera passagem por essa Terra.
É
nesse “santo graal” chamado equilíbrio que tem morada a fortaleza dos fortes. Sem
ele, o inferno e seus demônios tendem a se aproximar para fazer dos homens
prisioneiros, portanto, buscar esse equilíbrio tornou-se sociedade moderna um
dever para aqueles que querem viver bem e, mais do que isso, alcançando-o o igual dever de influenciar ecologicamente o ambiente em que
se vive para que outros também se
beneficiem dele.
Jesus
nos ensina que devemos buscar primeiro o reino do Céu e o mais nos será
acrescentado; numa reinterpretação livre de sua palavra pode-se dizer que nesse mundo louco no qual vivemos hoje
poderíamos entender o reino do Céu , humanamente falando, como o “ponto de equilíbrio” para vivermos em
paz conosco, com nossos semelhantes e com o resto do mundo. O equilíbrio, sem
dúvida, é a inicial de todas as nossas conquistas.
Uma
força superior, além da compreensão, parece o tempo todo testar nossos dons e limites a ponto de, às vezes,
atingir a tênue linha da nossa sanidade.
A benção é que, inconscientemente, fomos capacitados para resistir aos
ventos e tempestades; ciclones e furacões. É dessa capacidade de resistência
que nasce a necessidade da busca pelo equilíbrio .
quinta-feira, 29 de dezembro de 2016
Rótulos
Se não soubéssemos que o mar é mar,
se não soubéssemos que a água é água,
se não soubéssemos que o vento é o vento;
se não soubéssemos que o homem é o homem
se não soubéssemos que o mundo é mundo
o que seria de nós no mundo?
Quando esquecemos de tudo que sabemos os rótulos desaparecem.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2016
A eterna luta pela vida
Por Elson Araújo
Não chores, meu filho; que a vida
é luta renhida:
Viver é lutar.
A vida é combate,
Que os fracos abate,
Que os fortes os bravos,
Só pode exaltar..
(Gonçalves Dias)
A vida, como bem traduz o poeta, é uma eterna luta, uma guerra sem fim, uma saga cheia de muitas batalhas que termina aqui
nesse plano e reinicia nos campos de batalha do desconhecido. Uma corrida que começou
no dia que nossos pais, com as bênçãos do Eterno, uniram-se numa só carne. Ali,
naquele instante , a uma velocidade de
16 quilômetros por hora, segundo os estudiosos, milhões de espermatozoides competiram
harmoniosamente para atingir a tuba uterina e assim completar o processo de
fertilização.
Nessa corrida inicial nem todos conseguiram chegar ao templo
inicial da vida humana
E essa grande batalha
pelo início da vida humana não termina
com a simples chegada à tuba uterina.
Dos milhões que iniciaram a jornada, apenas, um e alguns casos raros dois e
mais raros ainda seis conseguem o privilégio de fecundar, de se juntar á célula
feminina; e aqui estamos nós em carne, osso, emoção...
Então, como disse o poeta Gonçalves Dias, a vida é combate e, eu
diria um eterno combate. A chegada ao mundo, o nosso nascimento, sem dúvida, se converte
numa vitória...Um verdadeiro milagre!
Toda essa introdução para dizer que Deus nos programou,
nos consagrou para sermos vencedores e rendermos frutos, conforme escrito lá em João 15:16 “ Não fostes vós que me escolhestes, pelo contrário, eu vos escolhi a vós e vos
designei para que vades e deis fruto e vosso fruto permaneça ...Tudo quanto
pedirdes ao Pai em meu nomes ele vo-lo conceda”
O Eterno não nos “jogou”
simplesmente no mundo; mais do que isso,
nos dotou de incontáveis
potencialidades nem sempre exploradas e por vezes desprezadas. A
Parábola dos Talentos nos revela essa
verdade. Ali está bem clara a grande
responsabilidade que nos foi dada para mudar o mundo, em usar bem o que nos
foi confiado.
Disse Jesus que um homem ao partir de viagem chamou os seus servos e confiou -lhes seus
bens. A um entregou cinco talentos, a outro dois e a outro um,
conforme a capacidade de cada qual. O que tinha recebido cinco talentos fê-lo render e ganhou
outros cinco, a mesma coisa o que recebeu dois. O ultimo escondeu
o dinheiro do seu senhor.
Portanto , já que conquistamos
a corrida pela constituição da vida, a
tarefa é não esconder os talentos recebidos. Se ainda estão
escondidos, se não foram descobertos ou se foram abandonados, a missão é redescobri-los, e expô-los positivamente para o mundo.
sábado, 24 de dezembro de 2016
"O Universo eu"
Creio na ilusão sincera que
se porta diante do homem como uma
noiva virgem despida de qualquer pudor (Elson Araújo)
Como acessar o vasto mundo
do desconhecido que é nosso interior, também chamado de eu? Esforçamo-nos tanto para entender o lado de
fora, e até para ler o pensamento dos outros que negligenciamos os “mundos que
habitam” o nosso ser.
Passamos anos e anos a
pesquisar, e a tentar entender a história da humanidade, a presença e extinção
dos dinossauros, a explorar o espaço sideral e, até os oceanos, que deixamos de explorar as profundezas do nosso
ser. “Quanto mais nos conhecemos , tanto mais clareza existirá” ensina o filosofo indiano Jiddu Crishnamurti. Para ele “enquanto eu não compreender a mim mesmo, em
minhas relações convosco, sou eu a causa do caos, da miséria, da destruição do
medo, da brutalidade” explica o sábio ao
falar sobre a importância do autoconhecimento.
Qual seria o caminho de acesso
a esse mundo interior que nos conduziria
ao autoconhecimento? Sem dúvida habita ai, um grande quebra-cabeça. A certeza que aparece é que esse mundo existe
sendo ele o grande responsável pela manifestação do que representamos e
apresentamos exteriormente. Somos, portanto, a exteriorização do pouco, inconscientemente
acessado, ou pode se dizer, negligenciado mundo interior, e às vezes nem sabemos disso.
Pra viajar ao espaço gastam-se
milhões de dólares, infinitas horas de pesquisas, e a incerteza da volta; o
mesmo esforço é para implementar as poderosas máquinas para explorar os
mistérios das profundezas dos
mares. E o que é preciso, e o que se gasta para viajar pelas profundezas do ser ? Pode
ser dizer que incialmente a consciência
dessa necessidade.
Por que rimos?
Por que choramos?
Por que mentimos?
Por que ficamos zangados?
Porque enganamos ?
Por que mantamos nosso
semelhantes?
O que nos faz maus, e o que nos
faz bons?
O que nos faz pensar?
De onde viemos, aonde vamos?
A existência humana acaba mesmo com a morte ?
O que acontece com a
consciência, e o que nela fica
registrado quando o corpo não resiste mais ao peso da alma? Adormece,
ou consciente fica inerte em
algum lugar do universo observando o todo e aguardando algum comando da força que a criou ?
Uma certeza aparece quando
ocorrem essas “viagens” o encontro com o EU : não se
volta pior. No mínimo, melhora-se a relação conosco e com o mundo exterior.
Diante de todas essas
inquietações não há como não concluir que, de fato somos uma poderosa, e complexa máquina
formada por uma sequencia e encadeamento de células, moléculas, átomos,
e engenhos químicos; enfim, mundos onde estão insertos os elementos que formam
o universo ao qual estão
abrigados, não os segredos, mas os
mistérios sobre a nossa presença aqui.
A pergunta que se segue a
tudo disso é como,
e de que forma, ter acesso a
esses mistérios para, pelo menos se chegar perto da chamada autocompreensão ?
Finalmente chega-se à conclusão que além do risco do não
retorno, quanto mais se voa pelo espaço,
ou mergulha-se nas profundezas dos oceanos, mais ficamos distantes
do “universo eu”;.
sábado, 17 de dezembro de 2016
Trubuto a Janis Joplin
Do ventre originam-se os mais complexos acordes.
Do nada a mais doce e harmoniosa melodia universal.
Do útero da alma o lamento seguido do mais louco orgasmo.
Um grito cavernoso rasga ao meio a alma num gozo musical sem fim
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