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sábado, 1 de fevereiro de 2025

Pequenos diamantes da alma

 


ElsonMAraújo 

 

 O corpo é a roupa da Consciência.  

A Consciência é a roupa da alma. 

(ElsonMAraújo

 

Sempre gostei de frases. Chegou um tempo em que até as colecionava. Anotava tudo. Antes, naqueles cadernos de capa dura e costura de arame. Depois, no computador. A princípio, frases ou pensamentos bíblicos, fruto da minha formação cristã. Mais tarde, passei a prestar atenção nas frases soltas dos filósofos gregos até chegar aos contemporâneos.

 As frases, ditados, expressões populares, haicais, aforismos — não consigo divisar exceções — encerram grandes ensinamentos. São gotas valiosas de sabedoria expostas, verdadeiros diamantes das almas em momentos de transbordo. Também, parafraseando o poeta Ribamar Silva, da Academia Imperatrizense de Letras, numa de suas definições sobre o que é a poesia, são verdadeiras fraturas expostas da alma.  Mesmo fora do contexto, ensinam.  

 Percebo e ouso dizer que há algo de mágico na forma como um provérbio africano, um verso de Camões ou um haicai japonês podem resumir séculos de observação humana. São como mapas antigos, desenhados por navegadores de diferentes eras, que nos guiam por mares já conhecidos, mas sempre novos. Lembro-me de uma frase de Heráclito lida num livro didático na minha adolescência: Ninguém entra duas vezes no mesmo rio”. Naqueles idos, parecia apenas poesia ou uma simples frase solta.  Hoje, entendo que é um tratado sobre o fluxo da existência, escondido em doze palavras.  

 Os grandes mestres sabem que a brevidade é irmã da profundidade. Um aforismo não se explica; instala-se. Certa vez, li em Lao Tsé: Quem sabe não fala, quem fala não sabe. Fiquei horas ruminando aquilo, como quem mastiga uma semente desconhecida, até extrair seu sabor amargo e doce. Percebi que as frases mais luminosas exigem um pacto: só revelam segredos a quem as contempla em silêncio.  Ruminá-las é preciso!

 Algumas dessas pérolas verbais tornam-se parte de nós. Lembro-me de meu avô materno, Mestre Otávio, homem simples do interior do Maranhão, que repetia: Cão que late não morde, mas assusta o dono. Na época, ria da rusticidade. Anos depois, ao ver como o medo paralisa mais que a ação, compreendi que ele resumira, em uma linha, o poder das ilusões. São essas heranças anônimas, transmitidas de geração em geração, que tecem a trama invisível da sabedoria coletiva.  

 Minha coleção migrou dos cadernos rabiscados para arquivos na nuvem. Algumas se perderam no tempo, mas a essência permanece. Curioso notar como, na era dos algoritmos, ainda buscamos refúgio em fragmentos de eternidade. Um tweet,  um verso de música, um  Post filosófico — tudo pode carregar a centelha de um diamante. Recentemente, encontrei numa rede social: Viver é ajustar a alma à tempestade sem perder o brilho. Não sei o autor, mas reconheço ali o mesmo fôlego dos antigos.  Dizer o muito no pouco. Por aqui tempos grandes especialistas nessa matéria. Alguns, como o já citado Ribamar Silva, Zeca Tocantins e o professor José Geraldo, são membros da gloriosa Academia Imperatrizense de Letras.

 Há uma alquimia peculiar em condensar verdades complexas em poucas sílabas. Nietzsch ,( olha o poeta aqui de novo)  que me foi apresentado pelo confrade Ribamar Silva,  brincava com isso: Deus está morto ecoou como um trovão, mas quantos perceberam que era um lamento, não um triunfo? Já os haicais, o professor José Geraldo é um craque neles, com sua estrutura de 5-7-5 sílabas, ensinam que a limitação é o berço da criação. Talvez por isso, em um mundo saturado de discursos, as frases curtas sejam faróis — não iluminam tudo, mas mostram a direção.  

 No fim, percebo que uma frase, compreenda, aquelas bem nascidas, não são meras palavras, mas sementes de almas. Cada autor, conhecido ou anônimo, deixou um fragmento de seu fogo interno. Como dizia Guimarães Rosa,  olha seu autor preferido aqui, confreira Adriana Moulin-  o real não está na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia. Essas frases são justamente isso: clarões no meio da travessia, pequenos diamantes que, mesmo nas noites mais densas, lembram-nos que a alma humana é uma mina inesgotável de luz.  

 E assim sigo, caderno aberto, olhos atentos, catando no chão da existência as pedras preciosas que outros, em seus transbordos, deixaram cair. Vivos, sejam eles,  para todo sempre!

 

sexta-feira, 13 de setembro de 2024

Quando as raízes são fortes, não importa o tamanho da poda: a vida volta a brotar

 

A árvore sentada

ElsonMAraujo 

 

Na BR-010, no trecho urbano de Imperatriz, entre o Riacho Cacau e a área do 50º BIS, ainda é possível encontrar algumas espécies da flora amazônica e do cerrado. Entre elas, destacam-se os ipês, mangueiras, cajueiros e faveiras. Algumas dessas árvores foram plantadas nas décadas de 1990 e 2000, mas, com um olhar mais atento, ainda se encontram exemplares remanescentes da década de 1960, quando o engenheiro Bernardo Sayão comandou a construção da rodovia que transformou, para sempre, a história de Imperatriz.

Transformei em hábito, sempre que percorro esse trecho da BR-010, tentar identificar as árvores mais antigas. Imagino-as e admiro-as como verdadeiros totens de nossa ancestralidade. Talvez não houvesse celulose suficiente para todos os acontecimentos guardados no DNA da bruta seiva que corre em cada uma delas.

Não é difícil identificar esses monumentos ao longo da rodovia. As mais resistentes ao tempo permanecem entre a Rodoviária Velha e o 50º BIS.

Nas idas e vindas pela BR, muitas vezes fui tentado a parar para fotografar, especialmente nos meses de julho, agosto e setembro, quando os ipês florescem neste canto do país, onde se entrelaçam os biomas Amazônia, Cerrado e Caatinga. Tenho muitos registros. Um dos mais preciosos é o de uma antiga faveira, que chamava atenção não só por sua imponência e a enorme copa que oferecia sua generosa sombra nos dias de sol ardente, mas também por uma característica singular: parecia estar sentada. Além disso, resistiu bravamente a inúmeras intempéries que quase a arrancaram daquele solo.

Uso o tempo passado para me referir à famosa árvore sentada da BR-010, imortalizada em uma tela do jornalista, escritor e artista plástico João Marcos, exposta no Centro Cultural Tatajuba, porque ela, de fato, virou memória. Recentemente, num dia de sol forte, passei pelo local apenas para revê-la, mas ela já não estava mais lá. Pensei, de início, que tivesse sido retirada pelas mãos humanas, mas logo descobri que, em um desses dias de fortes rajadas de vento, seu tronco já cansado não resistiu. De sentada, a árvore tombou. Ficaram apenas as raízes.


Não é figura de linguagem, nem licença poética. Digo que chorei, e não é metáfora. Foi uma tristeza sincera. Os dias passaram. E nesta semana, precisamente na quarta-feira, 11 de setembro, algo me chamou a atenção ao passar novamente pelo local: das raízes que permaneceram firmes, brotavam novos fios de um verde intenso, quase doloroso de tão vibrante. Um sinal claro de que a vida ali está se renovando. Uma bela lição: quando as raízes são fortes, não importa o tamanho da poda, a vida sempre volta a brotar.

Penso que essa árvore é uma metáfora viva da própria cidade de Imperatriz. Assim como ela, a cidade enfrentou ventos contrários ao longo de sua história. As tempestades das crises econômicas, as podas de períodos de descaso e até a força devastadora das chuvas fortes. Mas, como as raízes daquela faveira, as de Imperatriz também são profundas, fincadas no solo da resistência e da coragem de seu povo. E, como ela, a cidade insiste em renascer, mais forte, a cada golpe do destino.

Vejo também, na resiliência da árvore, um reflexo da vida de cada um de nós, que, muitas vezes, somos obrigados a enfrentar perdas, quedas e desilusões. São nesses momentos, quando a poda parece mais severa, que nossas raízes mais internas precisam se firmar e buscar o que de mais forte e verdadeiro temos dentro de nós. A natureza nos ensina que o renascimento não é apenas um ato de sobrevivência, mas de esperança.

Agora, cada vez que passo pela BR-010, olho para o ponto onde a velha faveira um dia se ergueu e sinto que ela ainda está ali, de alguma forma, presente. Suas novas folhas são promessas verdes que murmuram silenciosamente ao vento: sempre haverá um retorno, uma nova vida, uma outra oportunidade para florescer. Porque a vida, mesmo quando parece ter terminado, sempre encontra um jeito de se reinventar, de recomeçar — como se fosse uma semente, germinando outra vez, no terreno fértil de nossas histórias.

sábado, 7 de outubro de 2023

A LATA DE FRITO



ElsonMAraujo

 

As memórias, prefiro as boas, tornam imortais nossos entes queridos.  Quando menos a gente espera, um cheiro, uma música, uma paisagem, uma viagem, uma música; pronto, lá vêm o retumbar das memórias, uma atrás da outra, a nos transportar ao doce jardim das lembranças. Lá, livremente, voltamos a reviver as vidas encarnadas, principalmente na infância e na adolescência. Feliz de quem consegue ancorar boas memórias. É que elas, às vezes, costumam funcionar como um bálsamo para nossas dores.

Carrego boas memórias dos meus pais, que há muito partiram para o Oriente Eterno. Uma ausência presente, como diria minha dileta confreira, da Academia Imperatrizense de Letras Liratelma Alves. Dia desses, ela falava sobre as ausências presentes, e as presenças ausentes. Achei aquilo fantástico, já que se aplica direitinho na minha relação com meus pais, ausências sempre presentes.

Há pelo menos duas semanas que sou visitado pelas memórias da minha adorável mãe, principalmente as vividas na infância. Éramos, unha e carne.   Não fui um menino fácil, mas ela nunca deixou de me proteger. Por diversas vezes, quando era ora de dormir, antes de adormecer, a escutava rezando bem baixinho pedindo a Deus que protegesse sempre a mim, e a meus irmãos.  Gostava demais daquilo, e dormia. Dormia feito um anjo.

Ontem, às 13h55, ainda sem saber com o que ocupar este espaço, preocupado porque falhei na semana passada e não querida falhar novamente, minha mãe veio ao meu socorro. Pegou nas minhas mãos e me transportou aos meus sete anos de idade. É, não consigo lembrar de coisas havidas há 20 minutos, mas consigo lembrar bem,  de muitos fatos da infância. E assim, aconteceu.

Morávamos numa pequena cidade. Não havia água encanada, e só os mais abastados tinham poço no quintal, o que não era nosso caso.  Para beber e lavar louça, era até fácil. A água vinha do poço da casa vizinha. Agora, para lavar roupa, a coisa complicava. Exigia uma certa logística, que começava um dia antes, quando minha mãe juntava a roupa suja da semana.  Não havia sabão em pó, nem desses bonitinhos que a gente compra na quitanda. O sabão, quase sempre era de fato de porco e potassa.

Cuidadosamente minha mãe ia separando a roupa suja para formar uma imensa trouxa. Feito isso, vinha a parte da qual mais gostava: o frito de galinha caipira, temperada com alho, sal, pimenta do reino, e o cheiro verde (cebolinha, coentro) tirado de um canteiro, no fundo do quintal.  Nunca faltou uma penosa no quintal lá de casa.  Depois de pronta, a iguaria era misturada numa farinha (puba) e posta numa lata, e tampada. Só seria aberta, ao meio dia, do dia seguinte, no intervalo da lavagem de roupa. Dormia, pensando no frito.

Não me pergunte como minha adorável mãe conseguia andar, cerca de um quilômetro, com uma trouxa de roupa na cabeça, sem nenhuma ameaça de queda, levar debaixo do braço uma lata de frito, ficar de olho no peralta do Elson Araújo que lhe acompanhava nessa aventura, e ainda ficar atenta na vereda que conduziria até a beira do brejo, numa propriedade rural que o dono abria para as donas de casa lavar roupa.  Fazia tudo isso e ainda cantava. Confesso, que naquela idade, só pensava mesmo era no frito da hora do almoço.

Enquanto minha mãe “batia a roupa”, eu passava o tempo mordendo manga, e chupando caju. Era tanta fartura que deixava tudo pela metade. Os dentes, ainda de leite, ficavam dormentes, mas eu nem ligava. Entre uma mordida e outra, o pensamento voava até a lata de frito.

No pingo do meio dia, começava a ouvir de longe minha mãe me chamar.  Ela já havia terminado a lavagem e punha a roupa espalhada pelas ramagens para quarar (procedimento que consiste em deixar as peças ensaboadas expostas ao sol por um longo período).

 A palavra mágica era “ Elsonnnn, vem almoçarrrr”. Largava tudo e lá ia eu correndo, descalço, sem medo de ferir os pés ou levar uma queda. Chegava o momento da abertura da lata de frito.


Minha mãe, parecia que sabia do prazer que tinha de vê-la abrir a lata de frito e subir aquele cheiro, curtido de um dia para o outro, que só os iniciados são capazes de compreender. E era assim, ela só abria a lata quando eu chegava.

Com o vestido de chita molhado, colado ao corpo, minha mãe sentada na tábua de lavar roupa, me chamava para perto dela, e ali, só eu e ela, debaixo do sol quente, sob o testemunho do canto do bem-te-vi, das pipiras, do anum, e do barulho da água batendo nas pedras, ela, ritualisticamente, abria a lata de frito.

Para se juntar àquele saboroso banquete, um punhado de peixinhos cercava a tábua de lavar roupas para também se deliciar com punhados de farofa que caiam no brejo a cada mordida nos pedaços do frito da caipira. E eu, ali, hipnotizado, já pensando na próxima lavagem de roupa.

Gratidão, querida mãe.

 

 

 

domingo, 20 de março de 2022

Em defesa das bruxas

 


 Nossa crônica deste sábado tem relação com a da semana passada, quando fizemos uma abordagem sobre o uso dos nossos cinco sentidos conhecidos- Visão, audição, paladar, olfato e tato- É que há quem diga que existiria um sexto sentido, e que este seria o verdadeiro segredo do poder dos bruxos e bruxas que estão espalhados pelos cantos do mundo.  

E elas, e também eles, existiram, ou ainda existem?  

Existem sim!

Embora haja alguns raros bruxos, a dominância é das bruxas e bruxinhas. Elas estão bem pertinho de nós, e nem as percebemos. Conheço vários desses seres, e ao contrário do que se imagina, não pertencem ao mundo das trevas. São, na verdade, cheios de luz e só espalham o bem. O problema é que ao longo da (e) história espalharam várias fake News, e os queridos bruxos e bruxas tiveram a imagem arranhada.

A campanha difamatória contra as bruxas criou no inconsciente coletivo uma falácia: elas pertenceriam ao lado clandestino da força e surgiram só para fazer maldades.

No início desta semana, ao conversar com uma bruxinha, a quem devoto respeito e admiração, surgiu a ideia de uma investigação para apurar quem iniciou essa campanha de calunia, injúria e difamação contra as bruxas.

Se vivos, poderíamos enquadrar de início os irmãos Grimm. Por motivos que ainda não consegui identificar, foram eles, nos idos de 1817, que construíram, ou melhor, compilaram um tradicional conto de fadas da oralidade alemã da época, e publicaram como Branca de Neve.

No conto dos Grimm aparece a rainha Grinhilde que, travestida de bruxa, com ciúme e inveja da bela Branca de Neve tenta acabar com ela.  Com todo respeito aos confrades alemães, mas Grinhilde, numa interpretação livre, não era uma bruxa, mas se fez passar por uma. Falseou a verdade, fingindo ser o que não era, e conseguiu enganar Branca de Neve induzindo-a a comer uma maça envenenada com o dolo, ou seja, a intenção de matá-la

O genial Walt Disney tratou de queimar mais ainda o filme das bruxas ao levar para os cinemas a animação Branca de Neve e os Sete Anões, em janeiro de 1937. No filme, a Rainha má, a falsa bruxa, parece ainda mais malvada.  Disney, assim como irmãos Grimm, também leva a culpa pela imagem ruim das bruxas.

Um pouco antes de Branca de Neve os Grimn, já tinham se apropriado de uma outra fábula, o príncipe e o sapo. Nesse conto um príncipe é transformado em um sapo muito feio por uma suposta bruxa má. Li várias vezes o conto e não encontrei provas de que a tal bruxa de fato era uma bruxa. A magia bem poderia ter sido feita por um dos demônios que vagam pela Terra, mas quem até hoje leva a culpa é a suposta bruxa.

O nosso Monteiro Lobato também tem um pouco de culpa pela má fama das bruxas. No livro O Saci, de 1921, ele começou a popularizar a Cuca, “uma horrenda bruxa” que vivia numa caverna na floresta e dormia uma noite a cada sete anos.  A Cuca ficou famosa na série de TV inspirada da obra de Lobato, o Sítio do Picapau Amarelo.

Ocorre que ao analisar o texto do pai da Narizinho, Pedrinho, da Boneca Emília, Tia Anastácia e dona Benta, chega-se à seguinte conclusão: as ações da Cuca nunca foram de uma verdadeira bruxa, sendo suas atitudes mais próximas da de um demônio.

Tadinhas das bruxas!  Não se insurgiram contra essa campanha histórica de difamação, e hoje padecem por conta disso.

A campanha difamatória contra as Bruxas não para por aí. No universo dos quadrinhos surgiram a Madame Min, a Maga Patológica, aquela que a todo custo tenta roubar a moeda da sorte do avarento Tio Patinhas. E ainda têm as estilosas, Feiticeira Escarlate, Circe, famosa por ser a inimiga da mulher maravilha, Nimue, Zatanna, Baba Yaga, Madame Xanadu e Hecate, considerada a deusa das bruxas.  Personagens que, na essência, são boazinhas, mas que foram satanizadas pelas mentiras e meias verdades espalhadas pelos quadrinhos e pelo cinema.  

Escrever carrega algo de sobrenatural. A ideia inicial do tema de hoje era falar sobre o enigmático, poderoso, e suposto sexto sentido, mas acabei sendo desviado (será se foi algum tipo de magia?) para esta defesa das bruxas.

Na dúvida, se esse desvio foi obra de alguma magia, hoje mesmo vou procurar a bruxinha com quem conversei no começo da semana. Quero saber se ela tem alguma coisa com isso. Será?

Bem, como ela não se esconde, e não tem medo de ser queimada na fogueira pelo exercício de seus múltiplos poderes, vou aproveitar e revelar a identidade dela. É melhor assim!

Minha amiga é a prova viva de que as bruxas não são malvadas, e que tudo o que foi dito até hoje contra elas é fake News, intriga da oposição.

A bruxinha de quem eu falo chama-se Drija. Tem sangue medieval europeu, e mora já um tempão em Imperatriz. Suas “poções mágicas” já ajudaram a salvar milhares de vidas. É elegante. Tem um riso e uma presença muito fortes. Quem chega perto dela, logo se encanta. Mas tem algo que quando ela manipula a torna gigante, tipo do tamanho do mundo. A Bruxa Drija seleciona as letras, põe num caldeirão de sensibilidade, e deixa elas ali, numa espécie de “banho maria”, enquanto ao piano entoa canções mágicas. Não demora muito a criatura surge diante da criadora:  uma pura e límpida poesia.

A bruxa Drija tem uma identidade secreta, que na verdade não é mais secreta pois vou revelar agora.

Gratidão Adriana Moulin Alencar Piccoli ! Foi sua magia, seu encanto que inspirou a crônica deste sábado. A do sexto sentido vai ficar para a semana que vem.

 

 

 

 

Esperança não nasce em árvores

ESPERANÇA  Então, nada aconteceu. Esperança não nasce em árvores Ela nasce no mais recôndito cantinho do coração ENTRE/MENTES  Entre mentes ...