quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Madrugada


A madrugada se move! Solta gritos não ouvidos; sussurros nas alcovas abafados por beijos profundos

Ao longe o coaxar dos sapos anuncia a chegada de um novo dia.
O vento sopra forte, esfria a terra, varre o chão

O tempo passa, os sons  intensificam-se

Os primeiros cantos dos pássaros já podem ser ouvidos;

Com garbo  o galo passa a cumprir seu papel de guardião da madrugada e cheio de vitalidade  anuncia o cumprimento de mais um ciclo: dia, noite, madrugada, dia.

O vento sopra com mais intensidade
O céu se abre

A  treva se dissipa perdendo o duelo para  a luz
Os sons e os ventos da madrugada aos poucos vão se distanciando abrindo espaço para os atores do novo dia...

Novos ventos, novos sons.  Uma nova sinfonia até o chegar de uma nova madrugada.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O poder, humano



Sou capaz de tudo  e , de olhos fechados. Vejo mais longe, o que  não consigo enxergar de olhos abertos. 

Construo, e se não gostar, destruo,  castelos e  muralhas em questão de segundos.

De olhos fechados “num piscar de olhos”   viajo para qualquer canto do mundo sem pagar um tostão.

De olhos fechados sou capaz  de mudar, para melhor ou para pior minha vida e,  a vida  de quem eu quiser.

De olhos fechados crio a minha realidade, antecipo acontecimentos, corijo  rumos...

De olhos fechados reforço minha condição humana, de herdeiro de Deus  e de cidadão do mundo.