domingo, 27 de abril de 2008

"A culpa é sua"


Engraçado como grande parte das pessoas têm a mania de culpar as outras por tudo. Antes de uma visão maior ou plena das coisas vão logo apontando o dedo, acusando, gritando palavrões, ferindo os outros. Eu mesmo ja fiz isso, felismente percebi a tempo tratei logo de pedir desculpas. Custou um pouquinho, mas fui desculpado.
Esse é um tipo de comportamento que custuma ferir as pessoas. Dependendo de quem seja o alvo, da forma como esse alvo receba a "acusação" e até mesmo do horário do ocorrido, o dia pode acabar ali mesmo. Se estabelece um, digamos, pequeno desequiíbrio que só os minutos, os segundos, as horas e até mesmo os dias poderão dissipa-lo. Não é bom, não. Faz um mal danado. Mal que poderá até ser amenizado caso o outro lado se nanifeste e peça desculpas...Sem isso, só o tempo sara.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Emoção é quase tudo, parte II


Como o homem pode educar as emoções de modo que seja usada a seu favor, ou a favor dos outros?
Entendo que na sociedade moderna esse aprendizado tornou-se um fator de vida ou morte. Aprender a reagir positivamente diante de uma perda inesperada, uma tragédia familiar, uma traição, uma frustração qualquer, é uma tarefa hercúlea, mas necessária.
A pista para que o homem comece a aprender a lidar com as emoções vem de um outro grego: Sócrates, que um dia disse “ conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo de todas as coisas”, sugerindo e dando a devida importância à busca pelo autoconhecimento. O entendimento é de que se conhecendo melhor torna-se mais fácil para o homem lidar com suas reações emocionais e com as dos que o cercam.
Cito agora a estudiosa e consultora Margot Cardoso. Ela destaca que o descontrole apresenta um agravante fisiológico: bloqueia o raciocínio, compromete o funcionamento do cérebro e atrapalha o tão valorizado emocional. “ Quando você está nervoso, você olha sem ver e sente sem ouvir. Serenamente controlado o cérebro funciona melhor, diz a estudiosa.
E você, o quê acha?

Emoção é quase tudo, I parte


Tenho observado a instabilidade emocional que toma conta, ás vezes, de diversas pessoas com quem convivo, incluindo eu mesmo. Essa observação fez com que chegasse á seguinte conclusão: de todos os aprendizados um dos mais importantes é o aprendizado emocional; ainda não priorizado como deveria, mas que a cada ano, com a evolução ou involução da sociedade, faz –se necessário. As emoções, não é nenhuma novidade, formam o mote que desencadeia os sentimentos que movimentam a vida.
O homem é carne, osso, sangue, mas também é emoção. Talvez o grande drama da humanidade seja não somente o controle, mas a educação das emoções. Haward Gardner, o estudioso das inteligências múltiplas, e Daniel Golemam (inteligência emocional) são gurus dessa tese, no entanto, há 2300 anos o filosofo grego Aristóteles já defendia a necessidade de o homem se educar emocionalmente ao dizer, certa vez que “ qualquer um pode zangar-se, isso é fácil, mas zangar-se com a pessoa certa, na medida certa, na hora certa e da maneira certa, não é fácil”O grego tem razão...Não é fácil se adequar ou se educar a esse sistema sendo mais um motivo para que o homem, de forma consciente, lute para ser mais inteligente emocionalmente, aprenda a lidar com suas emoções, e assim viver melhor e evitar injustiças consigo e com os outros.
As emoções matam, mas também salvam vidas! O filme da sociedade moderna revela a dificuldade que a as pessoas têm de lidar com suas emoções e de se reeducarem emocionalmente. Como já afirmava Aristóteles, isso não é nada fácil.
O ser humano, a cada dia fica mais isolado! Perdido na multidão, carente de respeito, reconhecimento; de um sorriso um simples aceno, de um tapinha nas costas, de um aperto de mão; carente de gente. Não existe benesse alguma, é fato, que substitua um sorriso verdadeiro, um elogio sincero, um abraço fraterno. Digo que é preciso que as pessoas saibam que gestos como esses ajudam a salvar vidas e que a ausência destes pode provocar mortes no sentido amplo da palavra.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Posso fazer uma sugestão ? Decrete seu dia!


Nem todo mundo possui paciência para ouvir os outros. Isso proporciona uma espécie de isolamento em muita gente. Sem ter com quem conversar, trocar idéias, sentimentos, emoções. Essa pessoa exila-se em si mesma. Sente-se sufocada. Às vezes ri, mas ri sozinha. Chora muito, se angustia, sofre.

Dias desse parei pra ouvir uma velha amiga. Dona de um pequeno comércio e, visivelmente estressada, ela me falou da luta diária que trava pra para ficar em dia com os fornecedores, dar atenção aos dois filhos adolescentes, que criou sozinha; da falta de tempo para fazer as unhas, arrumar os cabelos, comprar uma roupa nova, arrumar um namorado, visitar um irmão, um amigo, etc, etc, etc.

Enquanto a moça falava, eu seguia pensando; refletindo. Encontrei-me em diversos pontos de seu desabafo e, isso me fez pensar mais ainda; até chegar a um pensamento, que julgo, servir tanto pra mim ou qualquer outra pessoa. Disse à minha amiga: “Posso fazer uma  sugestão? Decrete seu dia, moça”

“É, seu dia! Não tem o dia das mães, dia dos namorados, dia soldado, dia dos pais, datas tidas como especiais? Pois é, como você, à luz do universo, é especial, você também merece um dia especial. Ou melhor: vou mais além, você merece não um dia, mas o ano inteiro... Pra simplificar: decrete mesmo, seu dia!

Como quem soubesse o que ela, surpresa, ia me perguntar, prossegui: Comemore bem esse dia! Faça tudo que você mais gosta de fazer, coisas que te der prazer e, que proporcione a circulação de bons hormônios em seu organismo.

 Abrace quem você quiser abraçar, diga a alguém que você a ama; visite ou liga pra aquela amiga, de quem seu trabalho te afastou. Faça um churrasco. Dê uma festinha. Leia aquele livro que vocês mais gosta, mas que está esquecido num canto qualquer da casa. Ta com medo de alguma coisa? Enfrente-o. Faça o que temes e o medo estará morto!

Gosta de dançar? Dance bastante. Quer beijar na boca, fazer amor gostoso? O dia é seu, aproveite-o construa sua felicidade sem causar prejuízo a você ou a quem quer que seja.

O ano, disse eu a ela, tem 365 dias, 12 meses, se não for possível decretar seu dia, sua semana, seu ano; não se faça de rogada: decrete sua hora, seu minuto, seu segundo. Trata-se de sua vida, você, decide!

Terminei a conversa parecendo que estava dizendo tudo aquilo para mim. Despedi-me e segui meu caminho.
Ainda não voltei lá pra saber se minha amiga resolveu ou não decretar o seu dia. E você. Vai decretar o seu?

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Juvenal Antena, herói ou vilão?





Êpa, êpa, êpa! Justamente, muita calma nessa hora! Atualmente esse é o bordão televiso mais declamado no país. Proferido pelo controvertido Juvenal Antena, personagem de sucesso criado pelo novelista Agnaldo Silva, autor de Duas Caras, atual novela das oito da Rede Globo, vista diariamente por milhões de brasileiros.
Juvenal Antena é o líder da Portelinha, favela fundada por ele a partir da invasão de uma área urbana ambientada no Rio de Janeiro.
O ex-segurança estabeleceu uma comunidade, que na novela aparece como modelo de boa convivência social e com a ausência de crimes. A exceção foi a invasão cruenta da favela por uma facção criminosa que foi prontamente rechaçada por Juvenal que mantinha escondido um verdadeiro arsenal de guerra. O Brasil vibrou com a reação de Antena contra o assalto à Portelinha e fortaleceu sua imagem de herói.
Nosso herói mantém o controle da favela com mão de ferro, conhece os moradores e seus problemas e aparentemente resolve tudo, deixando todos felizes. Pra “defender a favela e manter o poder local” Antena lança mão de métodos violentos que vão de ameaças até a finalização (assassinato) do infrator. Assim, mantém “a lei e a ordem na comunidade”.
Visivelmente a sociedade brasileira parece aprovar os métodos, nada ortodoxos, de Juvenal Antena exercer o controle da favela onde foi estabelecido um poder paralelo. A lei é determinada por ele. Ele é a lei!
O que leva a sociedade a aprovar e até vibrar com os métodos do personagem do ator Antônio Fagundes na novela das oito? Seria a distribuição de cestas básicas que ele diz que faz; o bom humor, o jeito de vestir, de falar, a truculência, a pseuda valentia?
Independente de qual seja a resposta “o cara faz o maior sucesso”. O povo torce para que ele tenha um final feliz mesmo entendendo se tratar de um misto de herói e vilão.
“Bandido porque anda armado, mantém armas de uso exclusivo do exército escondidas; e herói porque protege o povo da favela” - opinião colhida perante um estudante do ensino médio de 17 anos.
“Também acho que ele é uma mistura de bandido e herói. Trata-se de um ditador que não permite ser questionado, mas é um herói porque tomas decisões e resolve os problemas que deveriam ser encampados pelos governantes”, diz uma profissional de nível superior que atua na área social.
Ta bem aí, na nossa opinião, “o segredo do sucesso do homem”: ocupar espaço e deveres que deveriam ser executados pela figura do Estado. Na Portelinha, Juvenal mesmo agindo fora da “Lei”, encarna a figura do Estado, do grande pai. De início resolveu dois graves problemas para muitos brasileiros: a falta de um lugar para morar (invasão da propriedade que deu origem à favela) e a violência. Como foi dito logo no início do texto, a violência não é tolerada naquele logradouro.
É assim, na ausência do Estado o poder paralelo, nas suas diversas concepções, se estabelece e pari personagens, mais do que reais, como o misto de bandido e mocinho, chamado Juvenal Antena.