quarta-feira, 26 de março de 2008

Resenha poética


Tempo

...Segundos, minutos, horas. É o tempo em mutação. Diabo, santo.
O quê é isso que tantas marcas deixam nas coisas e nas vidas?
É o tempo;
Impiedoso, cruel, bom, mau; é simplesmente o tempo. Impiedoso, cruel, bom mau; é simplesmente o tempo e nada mais.


Turpor

Como uma música suave tua voz invade minha mente.
Meus neurônios interagem e uma sensação o de paz toma do meu ser.
O tempo passa e aos poucos minha alma se abre para novas emoções.
Um murmúrio me deixa entorpecido. Já não sou mais senhor de mim.
O tempo passa.
Palavras não são mais necessárias sou teu e tu és minha.


Chuva

Vem! Não tenho medo de ti!
Molha minhas lágrimas; leva para longe minhas mágoas,
Faz-me feliz.
Não tenho medo de ti
Refresca meu sofrimento, apaga a tristeza que fere e macula meu coração.
Vem!
Não tenho medo de ti, vem! Faz-me feliz.

Liberdade!




Esgueirando-me pelas entranhas de um organismo vivo inicio minha jornada. 


Quem sou? Para onde vou? O que me aguarda?


Miséria, dor, sofrimento, alegria, riqueza, sucesso? Para onde vou?


Quero voltar! Mas não posso fugir do meu destino.


Sigo meu caminho. Breve verei a luz.
Será que serei amado ou odiado?


Quero voltar, mas não posso fugir do meu destino. Sigo adiante, breve verei a luz e darei meu primeiro grito de liberdade.

Poema da Noite




Noite que te quero, noite.
Noite querida, noite mal resolvida, noite fodida!
Noite
Verso e reverso; caminho inverso.
Noite
Dos divertidos e pervertidos.
Noite
Sofrimento
Aflição
Alegria
Ilusão
Fonte de prazer, descanso, paz, solidão.

terça-feira, 25 de março de 2008

A caminho da Luz




Temos que lutar continuamente para sermos melhores a cada dia
a busca pela perfeição é eterna
a cada dia devemos melhorar como pessoa, como gente, como seres humanos
sem essa busca a vida se torna vazia
é preciso espalhar alegria, harmonia, paz, força e união em todos os cantos da terra
Os conflitos, sejam externo ou internos, só nos levam para o caminho da escuridão e da tristeza
o homem deve escolher entre o caminho da escuridão e da luz
eu já escolhi o meu " O CAMINNHO DA LUZ"
.Seja portanto, bem vindo ao caminho da Luz.... É esse caminho que nos dará paz de espírito.... Dispa-se de todo ódio, de todo rancor que tenha de alguma pessoa seja parente, ex-amigos, aliado. Faça uma visita ao passado, lembre-se de detalhes de sua vida...Perdoe a quem te fez o mal, vibre positivamente a favor dessas pessoas.... Os resultados dessa prática são surpreendentes...
Experimente a prática do perdão e vc terá muitas surpresas... Acredite
Se esforce .... Mudar não é fácil, mas se faz necessário se quisermos avança nos degraus que conduzem ao céu

MUTANTES




Somos essencialmente mutantes.
Somos seres na busca, constante, da perfeição.

Somos a soma de tudo que há no universo, mas ao mesmo
tempo nos resumimos ao nada. Formamos um todo, e um
nada ao mesmo tempo.

Somos um fragmento físico e etéreo neste universo. Um universo de
ações, atos, sentimento e palavras.

Palavras que constroem, palavras que destroem, que nos faz crescer, mas que também matam; que provocam emoções e sentimentos, e que nos faz pensar.

Pensar no hoje, no ontem e no amanhã... Pensar que somos mutantes que somos tudo, e ao mesmo tempo nada e que fazemos parte deste universo que nos faz imortal.

Sim. Somos imortais! Não morremos. Simplesmente mudamos de forma...Voltamos ao pó, somos húmus. Juntamo-nos à terra de onde brota a vida

O Castigo dos Bons




O filosofo Platão disse certa vez que “O castigo dos bons que não fazem política é ser governados pelos maus”(...) A frase é mais do que antiga, no entanto soa mais do que atual.
Vê-se, portanto, que a luta para convencer os bons a fazer e participar da política não é tão nova e não tem sido (uma luta) fácil.
A omissão dos homens bons, em muitos aspectos, tem causado um mal, igual ou pior à sociedade do que os maus políticos. Essa omissão, disse uma vez o deputado federal Sebastião Madeira (PSDB) em uma de suas entrevistas, tem sido uma das grandes tragédias de Imperatriz.
O mal por si se destrói, essa é uma verdade. (O tempo revela essa verdade), mas esse tempo poderia ser abreviado se não fosse a omissão e a covardia dos bons. Não adianta ficar resmungando, jogando todos na mesma vala. Há, sim, homens bons na política, gente boa, boa gente.
E não se faz política, é fato, somente ocupando cargos eletivos. É possível exercer ação política transformadora em todos os campos de ocupação seja laboral ou não. Basta escolher. São muitas as opções. A missionária Dorothy Stang é um exemplo. Não exercia função pública, não se tem noticia de que integrava algum partido político, mas exercia, em Anapu (PA), uma ação política transformadora. Acabou sendo assassinada, é uma verdade, mas deixou seu legado.
Ressalte-se que não é necessário virar mártir para exercer atividade política transformadora. Acredita-se que o segredo é cada um fugir da sombra da omissão e fazer sua parte, dar sua parcela de contribuição para a construção de uma sociedade mais justa e mais fraterna. Jamais poderemos perder esse ideal, se estiver morno ou morto, que se reavive..
Se não temos mais essa chama da luta pelo bem comum é bom busca-la e dissemina-la para, dessa forma, reforçar o time dos bons e consequentemente ocupar o lugar dos maus. Só assim, um dia os maus deixarão de ter vez . Utopia? Pode até ser...E se for, pode me considerar um utópico pois acredito que o mundo pode ser um pouquinho melhor.Acredito que bons ainda possam tomar o lugar dos maus.

"A Industria do Crime” : sociedade covarde




Haveria real interesse pelo combate ao crime no país? É a pergunta que não quer calar e que a sociedade precisa constantemente fazer.

Admita-se ou não, o crime se tornou uma indústria. Muita gente ganha com ela. É um grande e lucrativo negócio. Quanto mais intensa a onda de crimes maiores são os lucros. São milhões de reais oriundos do crime circulando livremente no mercado. Dinheiro sujo.

Ganha os jornais sensacionalistas- violência ajuda a vender jornais, as casas de armas, as empresas de vigilância, a indústria automobilística ao produzir veículos blindados,  e até os vigias de quarteirões que arriscam a vida protegendo os bens de quem pode pagar.

O crime não gera somente lucros financeiros. Também Produz dividendos pessoais, políticos e eleitorais.

O repórter policial ganha fama; o delegado de Polícia, dependendo do caso, se projeta com o reconhecimento público, e pode até ser promovido; juizes de direito e promotores, sob vários aspectos, também podem se dá bem quando agem com rigor, principalmente nos crimes de grande clamor público.  Quem não  se lembra de Denise Frossard a corajosa magistrada que se insurgiu contra o crime organizado, no Rio de Janeiro e de  tão popular acabou entrando para a política partidária  chegando a ser deputada federal ?

Os gestores políticos também faturam ao aparecer nos meios de comunicação anunciando “medidas enérgicas conta o crime.

Percebe-se claramente que não são somente os bandidos que se beneficiam com o crime.

O crime compensa? Para alguns, mesmo que temporariamente sim, senão já teria deixado de existir.

O grande perdedor nesta história é o cidadão comum inserido em milhares de família afetado direto e indiretamente pela ação dos criminosos. Ora chorando a perda de um ente querido, ora lamentando a subtração de um bem.

O problema ( o crime) existe. Não se trata de algo abstrato, é real, é palpável. A sociedade pede socorro. Qualquer um, independente da classe social a que pertença pode ser a próxima vítima.

O que fazer diante de tanta barbárie? Atacar as causas ou as conseqüências? Está provado que combater somente as causas não resolve já que os crime se assemelha aquela figura da mitologia grega de várias cabeças chamada Hidra. Reza o mito que se cortava uma cabeça e surgia imediatamente outras no mesmo lugar.

É importante se combater as conseqüências do crime, e a sociedade precisa sistematicamente de ações nesse sentido, mas é imperioso conhecer as causas e implementar mecanismos eficazes para dar tranqüilidade á população.

É fato: a violência (segurança pública) não é somente um dever do Estado. Torna-se necessário, mais do que nunca, o engajamento de toda a sociedade.

O mal tem que ser atacado pela raiz. Idéias, programas de resgate social e de medidas preventivas contra o crime existem muitas, mas falta vontade política para implementa-las. A vontade política está adormecia justamente por causa da covardia de parte da sociedade, que letárgica, ainda não descobriu que pode virar esse jogo.

Advogo que um dos vários caminhos para se arrefecer a produção de criminosos ainda é o processo educativo que não seria somente uma responsabilidade da escola, mas da família, da igreja, dos clubes de serviços,e de outras instituições ligada á formação social do homem.

A difícil missão de julgar




Não é fácil julgar. Principalmente quando o alvo do julgamento é um ser humano. Gente de carne e osso, sangue, sentimentos e emoções.
Num extremo se encontra os julgadores representando a força do Estado. Verdadeiros semideuses nas mãos de quem, ás vezes, é depositado o destino, a vida de milhares de homens que por uma fatalidade qualquer, ou mesmo uma falsa acusação, se vêem nas teias da Justiça.
Na outra ponta vê-se o objeto do julgamento. O homem simples, com ou sem posses, que na grande maioria dos casos possui pouca ou nenhuma instrução, mas que assim como os julgadores, na condição de seres humanos, cometem erros e desacertos. Na condição de imperfeito o ser humano (julgador) nem sempre é justo.
Se o homem por sua natureza não é perfeito, e sendo as leis criadas por homens, logo as leis também não são perfeitas. Assim, a aplicação das leis nem sempre é feita com Justiça.
Já no século XVIII, em seu Dos Delitos e Das Penas, Cesare Beccaria pregava que o espírito de uma lei deve ser, pois, o resultado da boa ou má lógica de um juiz, de uma digestão fácil ou difícil, da debilidade do acusado, da violência das paixões do magistrado, de suas relações com o ofendido...No mesmo raciocínio o insigne doutrinador assevera que se o juiz for obrigado a elaborar um raciocínio a mais ou se o fizer por sua conta, tudo se torna incerto e obscuro...
Júlio Clarus na sua Sentitiarum Receptarum Opus já dizia que a verdadeira Justiça é saber se o juiz compadeceu-se dos réus, sentenciando-os sem paixão, ódio ou amor, não atendendo ao poder da pobreza das partes, porque o juiz que julga com amor ou ódio está obrigado a restituição; faz sua, a causa, e por ela fica réu da divina Justiça.”
“Antes, mil vezes, absolver o culpado, do que uma só vez condenar o inocente” costumam argumentar os operadores do direito.
Quantos inocentes não são, cotidianamente, lançados ao cárcere por conta de juízos falhos motivados por paixões, ódio ou falsas interpretações dos fatos ou das leis? O agravante é que depois “do mal feito”, fica difícil um reparo já que uma condenação, justa ou não, termina por atingir todo o conjunto familiar e social dos sentenciados principalmente quando se trata de pessoas de boas relações.
Terminam, por tabela, sendo alvos da sentença os pais, mulher e filhos e os amigos mais próximos.
Recentemente no Maranhão uma sentença de 30 anos acabou por condenar á morte uma mãe que não suportou o peso da carga emocional ante ao fato de ver o filho condenado, no seu entendimento, injustamente. O Pai, debilitado, os filhos, os amigos e a igreja do ergastulado aguardam que, a mesma Justiça que o sentenciou, reavalie o móvel da condenação e faça prevalecer a verdade e a verdadeira Justiça.
Alguém um dia escreveu que condenar um homem a 30 anos de prisão é condená-lo à morte lenta, pior do que a pena capital, porque mata devagar, através da tortura dos anos.

O pior é quando o peso de uma sentença desse nível recai sobre um inocente. “O acusado só pode ser condenado quando a acusação ficou provada plenamente, porque só a prova plena é que pode gerar a certeza” a assertiva é do desembargador Inocêncio Borges da Rosa, em sua obra Dificuldade na Prática do Direito.

Situação difícil a dos julgadores na busca constante da aplicação da correta Justiça.

Como saber se estão sendo justos no cumprimento de seu mister? Como julgar sem se deixar levar pelas paixões ou influências alheias aos autos? Como ter certeza se os fatos contidos nos autos são verdadeiro ou não? Julgar sempre sob a égide da “letra fria da lei” ou se permitir, quando necessário, usar o senso próprio de Justiça? Difícil o ato de julgar.

Voltando ao sempre e atual Cesare Beccaria, do século XVIII, “ á proporção em que as penas forem mais suaves, quando as prisões deixarem de ser a horrível mansão do desespero e da fome, quando a piedade e a humanidade adentrarem as celas, quando, finalmente, os executores implacáveis dos rigores da Justiça abrirem os corações á compaixão, as leis poderão satisfazer-se com provas mais fracas para pedirem a prisão...

Completa Beccaria no mesmo texto “Nossos costumes e nossas leis retrógradas estão muito distantes das luzes dos povos. Somos, ainda, subjugados pelos preconceitos bárbaros que recebemos como herança de nossos antepassados...”

O Novo Modo de “fazer política”




A eleição de 2002, que elegeu deputados, senadores, governadores e o presidente da República, definitivamente mostrou que o eleitorado de Imperatriz (MA) e região está mesmo saindo da “infância” e entrando na fase adulta. A grande maioria dos eleitores já não se deixa enganar por falsas promessas ou quaisquer benesses pessoal para escolher em quem votar. Os sinais de amadurecimento são evidentes a cada eleição.
Muitos políticos, notadamente os de prática tradicionais, ainda não perceberam esse fenômeno e insistem com os mesmos procedimentos. Os reflexos são imediatos com a queda no número de votos. O exemplo pode ser constatado na eleição de 2002 quando políticos que costumeiramente eram avassaladoramente votados na região foram surpreendidos com uma votação medíocre. Sinais dos tempos!
Já na “adolescência” grande parte do eleitorado da região aprendeu a diferenciar o joio do trigo. Aprendeu a identificar os bons dos maus; sabe quem presta e quem não presta, quem trabalha e quem não trabalha e quem usa a máquina publica para enriquecer a si e seus parentes. Pode até errar, mas erra consciente.
Diante desse fenômeno não resta outra alternativa aos políticos a não ser, se adequar ao “novo modo de fazer política”, e sobretudo repensar a relação com seus eleitores.
Não há nenhum segredo ou dificuldade para se enquadrar ao novo perfil do eleitorado da região, notadamente, o de Imperatriz que serve de espelho para os outros municípios: basta corresponder às expectativas do eleitorado devolvendo a confiança recebida com trabalho, transparência e impessoalidade, na concepção mais profunda da palavra.
Somado a tudo isso vem a observância dos princípios legais contidos na Constituição e nas demais leis vigentes, como a Lei de Responsabilidade Fiscal. E tem mais um item que não consta é nenhum manual legal, e que necessariamente tem que ser observado: o respeito ao eleitor.
É preciso se contrapor, reagir a qualquer tentativa de retrocesso. Precisamos ficar alertas e avançar sempre na direção do bem comum neutralizando aquilo que não for bom para região. Os bons precisam se unir numa luta permanente contra os maus. Os bons têm, e cumprem com os seus compromissos assumindo uma postura permanente de defesa da região; os maus aparecem, roubam a consciência da população, e não cumprem com os compromissos assumidos. Ás vezes desaparecem e só voltam a aparecer na eleição seguinte.
Apesar da melhoria do nível de consciência ainda há muito que avançar. Saímos da infância, chegamos na adolescência, e em breve, com certeza, chegaremos à fase adulta.