sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Somos divinos, somos deuses.


A cada dia me convenço do aspecto divino do homem. Duas citações extraídas da Bíblia, o Livro Sagrado dos Cristãos, à minha interpretação, corroboram para esse convencimento: a que afirma que fomos criados à imagem e semelhança de Deus e, a que diz que somos a Templo do Espírito; que o Espírito habita em nós.

Se somos a semelhança de Deus , se somos a casa do Espírito, então também somos divinos, somos “deuses menores”; somo deuses, sim e com tais também podemos operar prodígios, milagres, como muitos preferem.

Os milagres estão dentro de cada ser humano que, no entanto prefere busca-los externamente . Quanto mais corre atrás “do milagre”, mas distante fica deles. Nós, por essência, somos a soma de vários milagres.

Essa semana, descobri que não é somente eu quem pensa dessa forma. Conversando com a minha amiga Sílvia Letícia, que atualmente vive uma fase de introspecção, ela também acredita na divindade do homem e no fato de os milagres estarem ao nosso alcance. 

Letícia acredita, assim como eu, que se aprendermos a buscar, se passarmos a perscrutar o nosso interior acabaremos por descobrir uma fonte inesgotável de milagres, milagres que poderão mudar a nossa e a vida de quem nos rodeiam.

Portanto, se você teve a oportunidade de acessar esse cantinho, vá em frente, acredite, busque seus milagres, FAÇA SEUS MILAGRES DIÁRIOS,  eles estão dentro de você

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Paixão no Corpo


As pessoas têm várias maneiras de externar aquilo de que gostam. Tem quem prefira o silêncio, e a solidão de quatro paredes; outros, abrem a boca em praça pública, tv, faixas etc. Porém, tem uns que preferem “marcar na carne” suas paixões. É o caso do professor Samuel Souza. Ele é dono de várias tatuagens, Cada uma mais bonita do que a outra, mas tem uma que chama mais atenção: a do Homem Morcego, o Batmam que ele tatuou na panturrilha e costuma exibir com orgulho.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Lançamento


O Brasil precisa conhecer o poeta de marca maior chamado Zeca Tocantins. Zeca é versátil e profundo; sabe manusear bem a as palavras; consegue, às vezes, em duas linhas, dizer o que muita gente precisa de um tratado para expressar. Dialética do Silêncio é o novo livro do poeta.
No formato de bolso o livro expressa as inquietações do artista com temas como meio ambiente, amor, política e, a própria existência.
Abaixo dois dos poemas contidos na obra:

01 “Quem mata a mata se mata;
Retira o ar que respira.
É tiro pela culatra
Acaba virando mira.

02 O amor diz tudo.
Ainda por cima é mudo.

domingo, 27 de abril de 2008

"A culpa é sua"


Engraçado como grande parte das pessoas têm a mania de culpar as outras por tudo. Antes de uma visão maior ou plena das coisas vão logo apontando o dedo, acusando, gritando palavrões, ferindo os outros. Eu mesmo ja fiz isso, felismente percebi a tempo tratei logo de pedir desculpas. Custou um pouquinho, mas fui desculpado.
Esse é um tipo de comportamento que custuma ferir as pessoas. Dependendo de quem seja o alvo, da forma como esse alvo receba a "acusação" e até mesmo do horário do ocorrido, o dia pode acabar ali mesmo. Se estabelece um, digamos, pequeno desequiíbrio que só os minutos, os segundos, as horas e até mesmo os dias poderão dissipa-lo. Não é bom, não. Faz um mal danado. Mal que poderá até ser amenizado caso o outro lado se nanifeste e peça desculpas...Sem isso, só o tempo sara.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Emoção é quase tudo, parte II


Como o homem pode educar as emoções de modo que seja usada a seu favor, ou a favor dos outros?
Entendo que na sociedade moderna esse aprendizado tornou-se um fator de vida ou morte. Aprender a reagir positivamente diante de uma perda inesperada, uma tragédia familiar, uma traição, uma frustração qualquer, é uma tarefa hercúlea, mas necessária.
A pista para que o homem comece a aprender a lidar com as emoções vem de um outro grego: Sócrates, que um dia disse “ conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo de todas as coisas”, sugerindo e dando a devida importância à busca pelo autoconhecimento. O entendimento é de que se conhecendo melhor torna-se mais fácil para o homem lidar com suas reações emocionais e com as dos que o cercam.
Cito agora a estudiosa e consultora Margot Cardoso. Ela destaca que o descontrole apresenta um agravante fisiológico: bloqueia o raciocínio, compromete o funcionamento do cérebro e atrapalha o tão valorizado emocional. “ Quando você está nervoso, você olha sem ver e sente sem ouvir. Serenamente controlado o cérebro funciona melhor, diz a estudiosa.
E você, o quê acha?

Emoção é quase tudo, I parte


Tenho observado a instabilidade emocional que toma conta, ás vezes, de diversas pessoas com quem convivo, incluindo eu mesmo. Essa observação fez com que chegasse á seguinte conclusão: de todos os aprendizados um dos mais importantes é o aprendizado emocional; ainda não priorizado como deveria, mas que a cada ano, com a evolução ou involução da sociedade, faz –se necessário. As emoções, não é nenhuma novidade, formam o mote que desencadeia os sentimentos que movimentam a vida.
O homem é carne, osso, sangue, mas também é emoção. Talvez o grande drama da humanidade seja não somente o controle, mas a educação das emoções. Haward Gardner, o estudioso das inteligências múltiplas, e Daniel Golemam (inteligência emocional) são gurus dessa tese, no entanto, há 2300 anos o filosofo grego Aristóteles já defendia a necessidade de o homem se educar emocionalmente ao dizer, certa vez que “ qualquer um pode zangar-se, isso é fácil, mas zangar-se com a pessoa certa, na medida certa, na hora certa e da maneira certa, não é fácil”O grego tem razão...Não é fácil se adequar ou se educar a esse sistema sendo mais um motivo para que o homem, de forma consciente, lute para ser mais inteligente emocionalmente, aprenda a lidar com suas emoções, e assim viver melhor e evitar injustiças consigo e com os outros.
As emoções matam, mas também salvam vidas! O filme da sociedade moderna revela a dificuldade que a as pessoas têm de lidar com suas emoções e de se reeducarem emocionalmente. Como já afirmava Aristóteles, isso não é nada fácil.
O ser humano, a cada dia fica mais isolado! Perdido na multidão, carente de respeito, reconhecimento; de um sorriso um simples aceno, de um tapinha nas costas, de um aperto de mão; carente de gente. Não existe benesse alguma, é fato, que substitua um sorriso verdadeiro, um elogio sincero, um abraço fraterno. Digo que é preciso que as pessoas saibam que gestos como esses ajudam a salvar vidas e que a ausência destes pode provocar mortes no sentido amplo da palavra.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Posso fazer uma sugestão ? Decrete seu dia!


Nem todo mundo possui paciência para ouvir os outros. Isso proporciona uma espécie de isolamento em muita gente. Sem ter com quem conversar, trocar idéias, sentimentos, emoções. Essa pessoa exila-se em si mesma. Sente-se sufocada. Às vezes ri, mas ri sozinha. Chora muito, se angustia, sofre.

Dias desse parei pra ouvir uma velha amiga. Dona de um pequeno comércio e, visivelmente estressada, ela me falou da luta diária que trava pra para ficar em dia com os fornecedores, dar atenção aos dois filhos adolescentes, que criou sozinha; da falta de tempo para fazer as unhas, arrumar os cabelos, comprar uma roupa nova, arrumar um namorado, visitar um irmão, um amigo, etc, etc, etc.

Enquanto a moça falava, eu seguia pensando; refletindo. Encontrei-me em diversos pontos de seu desabafo e, isso me fez pensar mais ainda; até chegar a um pensamento, que julgo, servir tanto pra mim ou qualquer outra pessoa. Disse à minha amiga: “Posso fazer uma  sugestão? Decrete seu dia, moça”

“É, seu dia! Não tem o dia das mães, dia dos namorados, dia soldado, dia dos pais, datas tidas como especiais? Pois é, como você, à luz do universo, é especial, você também merece um dia especial. Ou melhor: vou mais além, você merece não um dia, mas o ano inteiro... Pra simplificar: decrete mesmo, seu dia!

Como quem soubesse o que ela, surpresa, ia me perguntar, prossegui: Comemore bem esse dia! Faça tudo que você mais gosta de fazer, coisas que te der prazer e, que proporcione a circulação de bons hormônios em seu organismo.

 Abrace quem você quiser abraçar, diga a alguém que você a ama; visite ou liga pra aquela amiga, de quem seu trabalho te afastou. Faça um churrasco. Dê uma festinha. Leia aquele livro que vocês mais gosta, mas que está esquecido num canto qualquer da casa. Ta com medo de alguma coisa? Enfrente-o. Faça o que temes e o medo estará morto!

Gosta de dançar? Dance bastante. Quer beijar na boca, fazer amor gostoso? O dia é seu, aproveite-o construa sua felicidade sem causar prejuízo a você ou a quem quer que seja.

O ano, disse eu a ela, tem 365 dias, 12 meses, se não for possível decretar seu dia, sua semana, seu ano; não se faça de rogada: decrete sua hora, seu minuto, seu segundo. Trata-se de sua vida, você, decide!

Terminei a conversa parecendo que estava dizendo tudo aquilo para mim. Despedi-me e segui meu caminho.
Ainda não voltei lá pra saber se minha amiga resolveu ou não decretar o seu dia. E você. Vai decretar o seu?

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Juvenal Antena, herói ou vilão?





Êpa, êpa, êpa! Justamente, muita calma nessa hora! Atualmente esse é o bordão televiso mais declamado no país. Proferido pelo controvertido Juvenal Antena, personagem de sucesso criado pelo novelista Agnaldo Silva, autor de Duas Caras, atual novela das oito da Rede Globo, vista diariamente por milhões de brasileiros.
Juvenal Antena é o líder da Portelinha, favela fundada por ele a partir da invasão de uma área urbana ambientada no Rio de Janeiro.
O ex-segurança estabeleceu uma comunidade, que na novela aparece como modelo de boa convivência social e com a ausência de crimes. A exceção foi a invasão cruenta da favela por uma facção criminosa que foi prontamente rechaçada por Juvenal que mantinha escondido um verdadeiro arsenal de guerra. O Brasil vibrou com a reação de Antena contra o assalto à Portelinha e fortaleceu sua imagem de herói.
Nosso herói mantém o controle da favela com mão de ferro, conhece os moradores e seus problemas e aparentemente resolve tudo, deixando todos felizes. Pra “defender a favela e manter o poder local” Antena lança mão de métodos violentos que vão de ameaças até a finalização (assassinato) do infrator. Assim, mantém “a lei e a ordem na comunidade”.
Visivelmente a sociedade brasileira parece aprovar os métodos, nada ortodoxos, de Juvenal Antena exercer o controle da favela onde foi estabelecido um poder paralelo. A lei é determinada por ele. Ele é a lei!
O que leva a sociedade a aprovar e até vibrar com os métodos do personagem do ator Antônio Fagundes na novela das oito? Seria a distribuição de cestas básicas que ele diz que faz; o bom humor, o jeito de vestir, de falar, a truculência, a pseuda valentia?
Independente de qual seja a resposta “o cara faz o maior sucesso”. O povo torce para que ele tenha um final feliz mesmo entendendo se tratar de um misto de herói e vilão.
“Bandido porque anda armado, mantém armas de uso exclusivo do exército escondidas; e herói porque protege o povo da favela” - opinião colhida perante um estudante do ensino médio de 17 anos.
“Também acho que ele é uma mistura de bandido e herói. Trata-se de um ditador que não permite ser questionado, mas é um herói porque tomas decisões e resolve os problemas que deveriam ser encampados pelos governantes”, diz uma profissional de nível superior que atua na área social.
Ta bem aí, na nossa opinião, “o segredo do sucesso do homem”: ocupar espaço e deveres que deveriam ser executados pela figura do Estado. Na Portelinha, Juvenal mesmo agindo fora da “Lei”, encarna a figura do Estado, do grande pai. De início resolveu dois graves problemas para muitos brasileiros: a falta de um lugar para morar (invasão da propriedade que deu origem à favela) e a violência. Como foi dito logo no início do texto, a violência não é tolerada naquele logradouro.
É assim, na ausência do Estado o poder paralelo, nas suas diversas concepções, se estabelece e pari personagens, mais do que reais, como o misto de bandido e mocinho, chamado Juvenal Antena.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Resenha poética


Tempo

...Segundos, minutos, horas. É o tempo em mutação. Diabo, santo.
O quê é isso que tantas marcas deixam nas coisas e nas vidas?
É o tempo;
Impiedoso, cruel, bom, mau; é simplesmente o tempo. Impiedoso, cruel, bom mau; é simplesmente o tempo e nada mais.


Turpor

Como uma música suave tua voz invade minha mente.
Meus neurônios interagem e uma sensação o de paz toma do meu ser.
O tempo passa e aos poucos minha alma se abre para novas emoções.
Um murmúrio me deixa entorpecido. Já não sou mais senhor de mim.
O tempo passa.
Palavras não são mais necessárias sou teu e tu és minha.


Chuva

Vem! Não tenho medo de ti!
Molha minhas lágrimas; leva para longe minhas mágoas,
Faz-me feliz.
Não tenho medo de ti
Refresca meu sofrimento, apaga a tristeza que fere e macula meu coração.
Vem!
Não tenho medo de ti, vem! Faz-me feliz.

Liberdade!




Esgueirando-me pelas entranhas de um organismo vivo inicio minha jornada. 


Quem sou? Para onde vou? O que me aguarda?


Miséria, dor, sofrimento, alegria, riqueza, sucesso? Para onde vou?


Quero voltar! Mas não posso fugir do meu destino.


Sigo meu caminho. Breve verei a luz.
Será que serei amado ou odiado?


Quero voltar, mas não posso fugir do meu destino. Sigo adiante, breve verei a luz e darei meu primeiro grito de liberdade.

Poema da Noite




Noite que te quero, noite.
Noite querida, noite mal resolvida, noite fodida!
Noite
Verso e reverso; caminho inverso.
Noite
Dos divertidos e pervertidos.
Noite
Sofrimento
Aflição
Alegria
Ilusão
Fonte de prazer, descanso, paz, solidão.

terça-feira, 25 de março de 2008

A caminho da Luz




Temos que lutar continuamente para sermos melhores a cada dia
a busca pela perfeição é eterna
a cada dia devemos melhorar como pessoa, como gente, como seres humanos
sem essa busca a vida se torna vazia
é preciso espalhar alegria, harmonia, paz, força e união em todos os cantos da terra
Os conflitos, sejam externo ou internos, só nos levam para o caminho da escuridão e da tristeza
o homem deve escolher entre o caminho da escuridão e da luz
eu já escolhi o meu " O CAMINNHO DA LUZ"
.Seja portanto, bem vindo ao caminho da Luz.... É esse caminho que nos dará paz de espírito.... Dispa-se de todo ódio, de todo rancor que tenha de alguma pessoa seja parente, ex-amigos, aliado. Faça uma visita ao passado, lembre-se de detalhes de sua vida...Perdoe a quem te fez o mal, vibre positivamente a favor dessas pessoas.... Os resultados dessa prática são surpreendentes...
Experimente a prática do perdão e vc terá muitas surpresas... Acredite
Se esforce .... Mudar não é fácil, mas se faz necessário se quisermos avança nos degraus que conduzem ao céu

MUTANTES




Somos essencialmente mutantes.
Somos seres na busca, constante, da perfeição.

Somos a soma de tudo que há no universo, mas ao mesmo
tempo nos resumimos ao nada. Formamos um todo, e um
nada ao mesmo tempo.

Somos um fragmento físico e etéreo neste universo. Um universo de
ações, atos, sentimento e palavras.

Palavras que constroem, palavras que destroem, que nos faz crescer, mas que também matam; que provocam emoções e sentimentos, e que nos faz pensar.

Pensar no hoje, no ontem e no amanhã... Pensar que somos mutantes que somos tudo, e ao mesmo tempo nada e que fazemos parte deste universo que nos faz imortal.

Sim. Somos imortais! Não morremos. Simplesmente mudamos de forma...Voltamos ao pó, somos húmus. Juntamo-nos à terra de onde brota a vida

O Castigo dos Bons




O filosofo Platão disse certa vez que “O castigo dos bons que não fazem política é ser governados pelos maus”(...) A frase é mais do que antiga, no entanto soa mais do que atual.
Vê-se, portanto, que a luta para convencer os bons a fazer e participar da política não é tão nova e não tem sido (uma luta) fácil.
A omissão dos homens bons, em muitos aspectos, tem causado um mal, igual ou pior à sociedade do que os maus políticos. Essa omissão, disse uma vez o deputado federal Sebastião Madeira (PSDB) em uma de suas entrevistas, tem sido uma das grandes tragédias de Imperatriz.
O mal por si se destrói, essa é uma verdade. (O tempo revela essa verdade), mas esse tempo poderia ser abreviado se não fosse a omissão e a covardia dos bons. Não adianta ficar resmungando, jogando todos na mesma vala. Há, sim, homens bons na política, gente boa, boa gente.
E não se faz política, é fato, somente ocupando cargos eletivos. É possível exercer ação política transformadora em todos os campos de ocupação seja laboral ou não. Basta escolher. São muitas as opções. A missionária Dorothy Stang é um exemplo. Não exercia função pública, não se tem noticia de que integrava algum partido político, mas exercia, em Anapu (PA), uma ação política transformadora. Acabou sendo assassinada, é uma verdade, mas deixou seu legado.
Ressalte-se que não é necessário virar mártir para exercer atividade política transformadora. Acredita-se que o segredo é cada um fugir da sombra da omissão e fazer sua parte, dar sua parcela de contribuição para a construção de uma sociedade mais justa e mais fraterna. Jamais poderemos perder esse ideal, se estiver morno ou morto, que se reavive..
Se não temos mais essa chama da luta pelo bem comum é bom busca-la e dissemina-la para, dessa forma, reforçar o time dos bons e consequentemente ocupar o lugar dos maus. Só assim, um dia os maus deixarão de ter vez . Utopia? Pode até ser...E se for, pode me considerar um utópico pois acredito que o mundo pode ser um pouquinho melhor.Acredito que bons ainda possam tomar o lugar dos maus.

"A Industria do Crime” : sociedade covarde




Haveria real interesse pelo combate ao crime no país? É a pergunta que não quer calar e que a sociedade precisa constantemente fazer.

Admita-se ou não, o crime se tornou uma indústria. Muita gente ganha com ela. É um grande e lucrativo negócio. Quanto mais intensa a onda de crimes maiores são os lucros. São milhões de reais oriundos do crime circulando livremente no mercado. Dinheiro sujo.

Ganha os jornais sensacionalistas- violência ajuda a vender jornais, as casas de armas, as empresas de vigilância, a indústria automobilística ao produzir veículos blindados,  e até os vigias de quarteirões que arriscam a vida protegendo os bens de quem pode pagar.

O crime não gera somente lucros financeiros. Também Produz dividendos pessoais, políticos e eleitorais.

O repórter policial ganha fama; o delegado de Polícia, dependendo do caso, se projeta com o reconhecimento público, e pode até ser promovido; juizes de direito e promotores, sob vários aspectos, também podem se dá bem quando agem com rigor, principalmente nos crimes de grande clamor público.  Quem não  se lembra de Denise Frossard a corajosa magistrada que se insurgiu contra o crime organizado, no Rio de Janeiro e de  tão popular acabou entrando para a política partidária  chegando a ser deputada federal ?

Os gestores políticos também faturam ao aparecer nos meios de comunicação anunciando “medidas enérgicas conta o crime.

Percebe-se claramente que não são somente os bandidos que se beneficiam com o crime.

O crime compensa? Para alguns, mesmo que temporariamente sim, senão já teria deixado de existir.

O grande perdedor nesta história é o cidadão comum inserido em milhares de família afetado direto e indiretamente pela ação dos criminosos. Ora chorando a perda de um ente querido, ora lamentando a subtração de um bem.

O problema ( o crime) existe. Não se trata de algo abstrato, é real, é palpável. A sociedade pede socorro. Qualquer um, independente da classe social a que pertença pode ser a próxima vítima.

O que fazer diante de tanta barbárie? Atacar as causas ou as conseqüências? Está provado que combater somente as causas não resolve já que os crime se assemelha aquela figura da mitologia grega de várias cabeças chamada Hidra. Reza o mito que se cortava uma cabeça e surgia imediatamente outras no mesmo lugar.

É importante se combater as conseqüências do crime, e a sociedade precisa sistematicamente de ações nesse sentido, mas é imperioso conhecer as causas e implementar mecanismos eficazes para dar tranqüilidade á população.

É fato: a violência (segurança pública) não é somente um dever do Estado. Torna-se necessário, mais do que nunca, o engajamento de toda a sociedade.

O mal tem que ser atacado pela raiz. Idéias, programas de resgate social e de medidas preventivas contra o crime existem muitas, mas falta vontade política para implementa-las. A vontade política está adormecia justamente por causa da covardia de parte da sociedade, que letárgica, ainda não descobriu que pode virar esse jogo.

Advogo que um dos vários caminhos para se arrefecer a produção de criminosos ainda é o processo educativo que não seria somente uma responsabilidade da escola, mas da família, da igreja, dos clubes de serviços,e de outras instituições ligada á formação social do homem.

A difícil missão de julgar




Não é fácil julgar. Principalmente quando o alvo do julgamento é um ser humano. Gente de carne e osso, sangue, sentimentos e emoções.
Num extremo se encontra os julgadores representando a força do Estado. Verdadeiros semideuses nas mãos de quem, ás vezes, é depositado o destino, a vida de milhares de homens que por uma fatalidade qualquer, ou mesmo uma falsa acusação, se vêem nas teias da Justiça.
Na outra ponta vê-se o objeto do julgamento. O homem simples, com ou sem posses, que na grande maioria dos casos possui pouca ou nenhuma instrução, mas que assim como os julgadores, na condição de seres humanos, cometem erros e desacertos. Na condição de imperfeito o ser humano (julgador) nem sempre é justo.
Se o homem por sua natureza não é perfeito, e sendo as leis criadas por homens, logo as leis também não são perfeitas. Assim, a aplicação das leis nem sempre é feita com Justiça.
Já no século XVIII, em seu Dos Delitos e Das Penas, Cesare Beccaria pregava que o espírito de uma lei deve ser, pois, o resultado da boa ou má lógica de um juiz, de uma digestão fácil ou difícil, da debilidade do acusado, da violência das paixões do magistrado, de suas relações com o ofendido...No mesmo raciocínio o insigne doutrinador assevera que se o juiz for obrigado a elaborar um raciocínio a mais ou se o fizer por sua conta, tudo se torna incerto e obscuro...
Júlio Clarus na sua Sentitiarum Receptarum Opus já dizia que a verdadeira Justiça é saber se o juiz compadeceu-se dos réus, sentenciando-os sem paixão, ódio ou amor, não atendendo ao poder da pobreza das partes, porque o juiz que julga com amor ou ódio está obrigado a restituição; faz sua, a causa, e por ela fica réu da divina Justiça.”
“Antes, mil vezes, absolver o culpado, do que uma só vez condenar o inocente” costumam argumentar os operadores do direito.
Quantos inocentes não são, cotidianamente, lançados ao cárcere por conta de juízos falhos motivados por paixões, ódio ou falsas interpretações dos fatos ou das leis? O agravante é que depois “do mal feito”, fica difícil um reparo já que uma condenação, justa ou não, termina por atingir todo o conjunto familiar e social dos sentenciados principalmente quando se trata de pessoas de boas relações.
Terminam, por tabela, sendo alvos da sentença os pais, mulher e filhos e os amigos mais próximos.
Recentemente no Maranhão uma sentença de 30 anos acabou por condenar á morte uma mãe que não suportou o peso da carga emocional ante ao fato de ver o filho condenado, no seu entendimento, injustamente. O Pai, debilitado, os filhos, os amigos e a igreja do ergastulado aguardam que, a mesma Justiça que o sentenciou, reavalie o móvel da condenação e faça prevalecer a verdade e a verdadeira Justiça.
Alguém um dia escreveu que condenar um homem a 30 anos de prisão é condená-lo à morte lenta, pior do que a pena capital, porque mata devagar, através da tortura dos anos.

O pior é quando o peso de uma sentença desse nível recai sobre um inocente. “O acusado só pode ser condenado quando a acusação ficou provada plenamente, porque só a prova plena é que pode gerar a certeza” a assertiva é do desembargador Inocêncio Borges da Rosa, em sua obra Dificuldade na Prática do Direito.

Situação difícil a dos julgadores na busca constante da aplicação da correta Justiça.

Como saber se estão sendo justos no cumprimento de seu mister? Como julgar sem se deixar levar pelas paixões ou influências alheias aos autos? Como ter certeza se os fatos contidos nos autos são verdadeiro ou não? Julgar sempre sob a égide da “letra fria da lei” ou se permitir, quando necessário, usar o senso próprio de Justiça? Difícil o ato de julgar.

Voltando ao sempre e atual Cesare Beccaria, do século XVIII, “ á proporção em que as penas forem mais suaves, quando as prisões deixarem de ser a horrível mansão do desespero e da fome, quando a piedade e a humanidade adentrarem as celas, quando, finalmente, os executores implacáveis dos rigores da Justiça abrirem os corações á compaixão, as leis poderão satisfazer-se com provas mais fracas para pedirem a prisão...

Completa Beccaria no mesmo texto “Nossos costumes e nossas leis retrógradas estão muito distantes das luzes dos povos. Somos, ainda, subjugados pelos preconceitos bárbaros que recebemos como herança de nossos antepassados...”

O Novo Modo de “fazer política”




A eleição de 2002, que elegeu deputados, senadores, governadores e o presidente da República, definitivamente mostrou que o eleitorado de Imperatriz (MA) e região está mesmo saindo da “infância” e entrando na fase adulta. A grande maioria dos eleitores já não se deixa enganar por falsas promessas ou quaisquer benesses pessoal para escolher em quem votar. Os sinais de amadurecimento são evidentes a cada eleição.
Muitos políticos, notadamente os de prática tradicionais, ainda não perceberam esse fenômeno e insistem com os mesmos procedimentos. Os reflexos são imediatos com a queda no número de votos. O exemplo pode ser constatado na eleição de 2002 quando políticos que costumeiramente eram avassaladoramente votados na região foram surpreendidos com uma votação medíocre. Sinais dos tempos!
Já na “adolescência” grande parte do eleitorado da região aprendeu a diferenciar o joio do trigo. Aprendeu a identificar os bons dos maus; sabe quem presta e quem não presta, quem trabalha e quem não trabalha e quem usa a máquina publica para enriquecer a si e seus parentes. Pode até errar, mas erra consciente.
Diante desse fenômeno não resta outra alternativa aos políticos a não ser, se adequar ao “novo modo de fazer política”, e sobretudo repensar a relação com seus eleitores.
Não há nenhum segredo ou dificuldade para se enquadrar ao novo perfil do eleitorado da região, notadamente, o de Imperatriz que serve de espelho para os outros municípios: basta corresponder às expectativas do eleitorado devolvendo a confiança recebida com trabalho, transparência e impessoalidade, na concepção mais profunda da palavra.
Somado a tudo isso vem a observância dos princípios legais contidos na Constituição e nas demais leis vigentes, como a Lei de Responsabilidade Fiscal. E tem mais um item que não consta é nenhum manual legal, e que necessariamente tem que ser observado: o respeito ao eleitor.
É preciso se contrapor, reagir a qualquer tentativa de retrocesso. Precisamos ficar alertas e avançar sempre na direção do bem comum neutralizando aquilo que não for bom para região. Os bons precisam se unir numa luta permanente contra os maus. Os bons têm, e cumprem com os seus compromissos assumindo uma postura permanente de defesa da região; os maus aparecem, roubam a consciência da população, e não cumprem com os compromissos assumidos. Ás vezes desaparecem e só voltam a aparecer na eleição seguinte.
Apesar da melhoria do nível de consciência ainda há muito que avançar. Saímos da infância, chegamos na adolescência, e em breve, com certeza, chegaremos à fase adulta.