quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

CRÔNICA DA " MARIA FUMAÇA"


Sem pressa  e feliz o trem sobe calmamente a montanha.
O soar do apito é como se fosse uma gostosa gargalhada e um convite para visitar paisagens  e sonhos.

Vamos partir!

Um , dois, três,

um , dois, três,

um , dois, três,

Partiu a mágica “Maria Fumaça.
Firme, impávida, a colossal máquina de ferro segue no mesmo ritmo e velocidade; desliza sem pressa, mas com hora marcada de chegar.
Sobe montanha, desce montanha, percorre vales, exibe a bela e exuberante natureza num verde, azul e cores infinitas.

Por um instante ali é só ela, o mundo é só dela,  e nosso.

A magia acontece!

Risos soltos, gargalhadas inocentes e os vagões se enchem de luz. Sonhos ali perpetuados se juntam numa verdadeira apoteose.

O apito volta a soar.

O tempo passou e ninguém viu.

É hora de voltar, a viagem acabou.
Existem outras pessoas esperando para sonhar.