quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Monólogo da Saudade



- Amanheci com saudade. Só não me pergunte do que.


-Se me perguntares agora certamente não saberei responder.



-Só sei que sinto falta de algo que não sei definir.


-Será da minha adolescência distante ou da minha, até então, santa , e imaculada  inocência perdida? 


-Tem dia que a saudade me faz sorrir. Em outro, que coisa louca, é um choro danado.


-Quem mesmo inventou essa tal de saudade?

Olhando aqui pela janela do quarto vejo as horas passarem mais rápido do que de costume.

Deito-me, fecho os olhos e,  deixo esse danado do tempo me levar para as  saudades perdidas na multiplicidade do  meu pensar.

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