domingo, 26 de junho de 2016

JERUSALÉM

                                                         

                              
Na veia as notas irrompem sem nada que as possa parar.
O coração pulsa em cadência.
Viva a revelação !
Sem um horizonte o corpo treme numa viagem frenética nas ondas  das esperança.
Som, imagens psicodélicas pavimentam  em alfa  o  possível caminho da Jerusalém.
Crianças, jovens, adultos, idosos clamam a Adonai ao sabor dos ventos tempestuosos.
Um oceano de lágrimas quentes lancinam o rosto do sem pátrias.
Difícil partir, impossível a viagem de volta.
Que  a paz   se estabeleça entre os povos da Terra.
Em tom de lamento Blondy faz ecoar: “Jerusalem estou aqui”.
A Jerusalém , a nossa  é  aqui
Barouh atat Adonai !,
Louvado seja, Tu Senhor 


segunda-feira, 16 de maio de 2016

FÉ E SOCIEDADE


A crença, e a busca pela sintonia com o eterno, são necessidades  intrínsecas, não só  no ser cristão, mas também daqueles que professam uma fé, seja no que for. O que faz com que  nos comportemos   como  humanos de verdade,  não é a nossa morfologia, mas o conjunto das nossas crenças, e a  certeza de que não viemos do nada.

Sem  a crença no eterno nos resumimos a um simples ser vivo travestido de humano. Uma vez na condição de humanos eis um grande desafio: harmonizar-nos, no sentido amplo, com o ambiente em que vivemos e, assim, melhorar a relação com o outro no exercício do conviver social.

A fé concebida pelo nosso conjunto de crenças, se constitui num componente importante para o processo de  harmonização da sociedade.  Se, sem fé é impossível agradar a Deus, ainda sem ela é impossível a construção de uma sociedade melhor. Uma sociedade justa. Nesse aspecto podemos afirmar que a  fé é um elemento indutor do mover humano, tanto no aspecto positivo, quanto negativo. 

Hitler em nome da  “crença” numa raça pura exterminou milhões de Judeus; milhões de negros foram escravizados  sob o manto da “crença de que não eram gente, eram  coisas; e hoje o estado islâmico, diante de uma fé cega e  interpretação deturpada do Corão, comete todo tido de atrocidades. Na contraposição Jesus Cristo, Gandhi, Martin Luther king são  alguns exemplos de disseminadores da fé que “move montanhas”,  que cura as feridas mais profundas,  ressuscita mortos e que transforma a sociedade.  Seus ideais permanecem, se eternizaram.

A fé, a boa, pode ser aprendida, desenvolvida e seus resultados apreendidos pelo tecido social. O que seria das sociedades sem esse tipo de fé?  Resumir-nos-íamos a meros zumbis vagando sobre a terra, sem rumo, indiferentes ao ambiente e às  outras pessoas. O acreditar é da natureza humana e isso precisa ser cultivado, e nesse pensar,  torna-se importante a crença no aspecto de que o homem  pode evoluir para algo melhor.

 É crível que o Planeta possa ser ocupado por homens de muita fé e capazes de   coisas prodigiosas;  entre elas {a principal}  a de construir uma sociedade, justa fraterna e igualitária. A crença nesses ideais não pode, jamais, ser perdida de vista sob pena da  sociedade se  inclinar na direção de um processo contínuo de involução o que nos levaria a uma condição  de barbárie. 


Portanto, existe a fé que destrói e a fé que constrói.  E, é essa boa fé, a que constrói,  que precisa ser disseminada  em todos os quadrantes da Terra  por nós que ainda acreditamos que tudo é possível àquele que crer.

sexta-feira, 25 de março de 2016

SANGUE SEM COR



A alma sangra

Um sangue sem dor

Um sangue sem cor

Uma via se  abre  na carne

Escorre a última gota do sangue sem dor...

Do sangue sem cor.

sábado, 2 de janeiro de 2016

ATÉ QUANDO ?



 
Na natureza, os elementos fáticos de um poder superior que nutre a mãe Terra e, que também deve nutrir  mundos outros nesse imenso  universo.

Sobre o mundo nutrido pela natureza uma massa plúrima  divide-se  entre sete bilhões e meio de seres  numa guerra permanente e desigual contra  a NATUREZA, que nutre a grande aldeia global.

Ela, a Terra, resiste, chora . Por vezes suas lágrimas parecem querer varrer o SOLO  danificado;  em outras ocasiões, ela se vinga e deixa  ardê-lo  numa tentativa tácita de conscientizar  pela dor  seus milhões de filhos. 

A Terra chora, grita,  pede socorro.

A mãe Terra abriga, alimenta ,   e mesmo assim, a cada dia uma massa ignara e,  ingrata segue como uma praga numa  saga consciente de destruição.

4,5 bilhões de anos  de existência  postos em risco por uma geração que teria aparecido  por aqui há apenas 200 mil anos.

Ela, a mãe Terra grita, pede socorro, tenta resistir !!!

Até quando???

 

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

AQUELA NOITE...

Foto ilustrativa
Ela o esperava toda languida estrategicamente  exposta  sobre a cama coberta  com pétalas de rosas.  Antes, um tépido banho de espuma  com sais aromáticos, seguido de  um segundo {banho}  à base de óleos  afrodisíacos.

Um espumante daqueles bem caro, e na temperatura  certa,  serviria para deixar mais “ hot” aquela noite.  Gastou quase todo o ordenado do mês com  a composição do ambiente no melhor  e mais caro motel da cidade.

Um telefonema.  Uma  suspeita  reunião  tida de  última hora  findou toda aquela languidez. Horas depois outra chamada. Aquele que fora idealizado para lhe garantir o melhor aniversário de sua vida,  naquele instante jazia  entre as pernas de uma estranha  num  fétido quarto  de  hotel perto do terminal rodoviário...Ele enfartou.  Ela engoliu o choro. 

ORGULHO


Falo.

Conto histórias.

Canto.
Peço bençãos,

peço esmolas.

Louvo.

Sinto, e construo sabores.

Imolo.

Vomito.

Cuspo.

Engulo o orgulho.









sexta-feira, 6 de novembro de 2015

PEDRA DEMOCRÁTICA


Aquele  que  um dia frequentou os melhores salões do mundo aquece  agora a mesma   pedra fria onde horas antes  pousou inerte aquele andrajoso da esquina atropelado por um maluco numa motocicleta.  Não tiveram tempo nem de lavar a pedra.

Esperança não nasce em árvores

ESPERANÇA  Então, nada aconteceu. Esperança não nasce em árvores Ela nasce no mais recôndito cantinho do coração ENTRE/MENTES  Entre mentes ...