sábado, 20 de outubro de 2012

Tribunal



Trancado  num canto oculto da minha alma encontro-me.

Peço socorro a mim mesmo. Sou minha última esperança.

Acuso-me e,  me defendo quase que ao mesmo tempo. A esse  mesmo tempo sou  advogado , promotor e juiz.

O  tribunal está vazio, sem plateia. É  apenas eu  frente a frente comigo. 
Começa o julgamento. 

Culpado ou inocente?

Minhas porções de advogado, promotor  se digladiam  observados  por meu lado juiz.

Os debates se acirram entre os meus  EUS.

Choro!

Aguardo a sentença.

Culpado ou inocente?

Termina o julgamento.

Meu lado juiz  deu-se  por incompetente,  incapaz de  me condenar e,  também de me absolver.

O julgamento foi suspenso sem data certa para reiniciar.

Mais uma vez estou livre.

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