sexta-feira, 15 de novembro de 2013

PEQUENA CRÔNICA SOBRE O TEMPO


Santo, às vezes diabo, o tempo está na linha paralela das nossas vidas. O danado  sara,  mas também provoca feridas.  Dizem até que o tempo “é o senhor da razão”, crescemos ouvindo isso, e assim vamos aprendendo a esperar  “dando um tempo ao tempo”  que alheio a tudo segue seu curso e com a certeza de que cada segundo nunca é mais, sempre é menos. 
Diante do  mais ser sempre menos,  às vezes,  bate uma angustia;  aí vem a vontade de correr e atropelar tudo o  que vem pela frente o que  faz aparecer  outra necessidade humana: a de aprender   a domar, controlar o tempo, e usá-lo a nosso favor. Tarefa nada fácil.
Na verdade, ao se raciocinar sobre o elemento tempo, chega-se à conclusão de que não existe essa dele  passar rápido como aprendemos desde cedo. Ora,  o  tempo segue no seu ritmo sem presa nenhuma, no seu curso natural. Nós, enquanto humanos, é que  insistimos em lutar contra ele. Passar por cima dele deixando de respeitá-lo. É fato: o  tempo merece  respeito.

Uma certeza aparece cristalina na frente dos olhos: o tempo segue forte deixando marcas, deixando lições, ensinando, como já observava o sábio Salomão lá no seu Eclesiastes  que debaixo do Céu há momento para tudo e tempo para  cada coisa.

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