segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

A eterna luta pela vida


Por Elson Araújo

Não chores,  meu filho; que a  vida
é luta renhida:
Viver é lutar.
A vida é combate,
Que os fracos abate,
Que os fortes os bravos,
Só pode exaltar..
(Gonçalves Dias)

A vida, como bem traduz o poeta, é uma eterna luta, uma guerra  sem fim, uma saga cheia de muitas batalhas que termina aqui nesse plano e reinicia nos campos de batalha do desconhecido. Uma corrida que começou no dia que nossos pais, com as bênçãos do Eterno, uniram-se numa só carne. Ali, naquele  instante , a uma velocidade de 16 quilômetros por hora, segundo os estudiosos, milhões de espermatozoides competiram harmoniosamente para atingir a tuba uterina e assim completar o processo de fertilização. 

Nessa corrida inicial nem todos conseguiram chegar ao templo inicial da vida humana
E  essa grande batalha pelo início da vida humana  não termina com a  simples chegada à tuba uterina. Dos milhões que iniciaram a jornada, apenas, um e alguns casos raros dois e mais raros ainda seis conseguem o privilégio de fecundar, de se juntar á célula feminina; e aqui estamos nós em carne, osso, emoção...

Então, como disse o poeta Gonçalves Dias, a vida é combate e, eu diria um eterno combate.  A chegada ao mundo, o nosso nascimento, sem dúvida, se converte numa vitória...Um verdadeiro milagre! 

Toda essa introdução para dizer que Deus nos programou, nos consagrou para sermos vencedores e rendermos frutos, conforme  escrito  lá em João 15:16 “ Não fostes vós que me escolhestes,  pelo contrário, eu vos escolhi a vós e vos designei para que vades e deis fruto e vosso fruto permaneça ...Tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nomes ele vo-lo conceda”

O  Eterno não  nos “jogou” simplesmente no mundo;  mais do que isso,  nos  dotou de  incontáveis potencialidades nem sempre exploradas e por vezes desprezadas.  A Parábola dos Talentos nos revela  essa verdade. Ali  está bem clara a grande responsabilidade que nos foi dada para mudar o mundo, em usar bem o que  nos foi confiado.

Disse Jesus que um homem ao  partir de viagem chamou os seus servos e confiou -lhes seus bens.   A um entregou cinco talentos, a outro dois e a outro um, conforme a capacidade de cada  qual. O que tinha recebido cinco talentos fê-lo render e ganhou outros cinco, a mesma coisa o que recebeu dois. O ultimo  escondeu o dinheiro do seu senhor.

Portanto , já que conquistamos a corrida pela constituição da vida,  a tarefa é não esconder os talentos recebidos. Se ainda estão escondidos, se não foram descobertos ou se  foram abandonados,  a missão é redescobri-los, e  expô-los positivamente para o mundo.




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