domingo, 25 de julho de 2010

Ave, Rio Balsas

Sambaíba é uma pequena cidade distante 20 quilômetros de São Raimundo das Mangabeiras, região das chapadas da mesa (sul do Maranhão).

Mangabeira é uma cidade acolhedora, limpa, entrecortada pelo Rio Neves e pelo Riacho Cachoeiro, de onde a população toma água e que,  visivelmente,  já sofre   com a degradação ambiental.  Sem dúvida, uma ameaça ao futuro da cidade e, o  pior: ninguém faz nada para evitar.

Mas, voltando a Sambaíba.  A cidade chama atenção pela paisagem de cerrado, decorada por uma imensa serra, a encantadora  Serra da Sambaíba,  que é margeada pelo Rio Balsas e que, literalmente enche os olhos de quem tem a oportunidade de conhece-la. Quem visita o lugar fica de fato, encantado com a serra e com o rio.

As linhas abaixo traduzem para você, que encontrou esse cantinho, a beleza daquele  rio


Ode ao Rio Balsas

Ave,  sagrados ventos que passam e abençoam o Rio Balsas, que vivo, morre no Parnaíba que vai parar no meio do mar.

Abençoado sejam Balsas, Sambaíba, São Félix e Loreto...Ave. Balsas, o Rio Parnaíba, rio grande, o velho monge do Brasil.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Crítica elogia trabalho da imperatrizense Lília Diniz

Bastante elogiada pela crítica especializada as duas apresentações da imperatrizense Lília Diniz na festa do aniversário de Brasília. "A pequenina" emocionou o público com sua performance.

O poeta Antônio Batista, não se conteve e depois da apresentação da artista lhe enviou o seguinte "escrito" seguido de um texto sobre o show que acabara de assistir.

Lília bom dia

Tomei a liberdade de escrever umas linhas sobre minhas impressões ao ver você e Jessier juntos. Ainda não conhecia seu trabalho e olhe fiquei impressionado com seu livro, a apresentação dele na caixinha de buriti e especialmente os versos que voce escreve.

Já visitei seus blogs e sai caçando você no google, para minha surpresa vi que voce já é poeta "rodada" e eu que na minha ignorância nao a conhecia ainda. A partir de agora terás outro fã e divulgador da sua poesia, que é a nossa poesia.
Um abraço sertanejoAntonio Batista

A tampa e a panela

Com poesia e graça o show de Jessier Quirino, em Brasília, foi aberto pela poetisa maranhense Lília Diniz. Com um aboio na garganta ela cumpriu, com leveza e força, a responsabilidade de apresentar um dos maiores expoentes da poesia matuta da atualidade.

Cantando o Maranhão, ela entoou um louvor às mulheres quebradeiras de coco babaçu e arrebatou a platéia com a poesia “Birra de Muié”.

Cheia de prosa e totalmente a vontade no palco, Lília Diniz demonstrou a força da sua poesia, e no dizer de Jessier “Lília Diniz trata com retidão o interior do Brasil”.Com humor e força Jessier, o domador de palavras, chega com “paisagem do interior” e arrebata a platéia com ao descrever cenas do cotidiano do interior do Brasil.

Entre causos, piadas, poesias e músicas, o poeta vai transportando as pessoas para o universo “amatutaiado” de personagens do povo como Chico Toucim, Mané de Pichitita e Bio Pipoqueiro. Bota palavras na boca do mar e da velha lata d’água amargurada, demonstrando maestria no ajeitamento das palavras e percepção dos sentimentos sertanejos.

O palavreiro trás um “Berro Novo”, título do seu novo livro, com as lembranças da “merenda corriqueira” da infância sem esquecer as toadas de outras lavras, como o “Bolero de Izabé”, “parafuso de cabo de serrote” e “vou-me embora pro passado”, abrindo os poros do corpo e da alma dos ouvintes que lotaram o auditório da Associação Médica de Brasília.

O encontro destes dois poetas trouxe uniu Maranhão e Paraíba na poesia brejeira, e eu que sou de Sousa(PB), fui e voltei a minha terra em risos, um fiozinho de lágrima que teimava cair e um aperto na alma arrochado que só nó em pé de cabrito juramentado de buchada.

Lília Diniz e Jessier Quirino poetas que nos enchem de orgulho, cheios de sertanejismos e brasilidades que revolvem nossas raízes mais profundas, era ver a tampa e a panela, recheada dos melhores versos a despejar no prato de nossas almas o sabor da saudade temperada com carne de charque e azeite de coco babaçu.

Antonio Batista
Paraibano, de Sousa

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Lília Diniz ganha o coração do Brasil

Espaço aberto para e poetiza Lília Diniz que com o seu jeito quieto, e inquieto, aos poucos vai mostrando para o Brasil o doce mel da sua poesia.

Ela não disse, nem fez questão de dizer, mas recentemente seu nome e poesia foram citados numa das edições da Revista Trip, de circulação nacional.
O Correio Braziliense, o melhor diário da Capital Federal, também já fez menção ao seu trabalho



Sobre Lília o jornalista Luiz Alberto Machado (http://www.sobresites.com.br/poesia/poeta/liliadiniz.htm¬), escreveu:

Lília Diniz é maranhense, tem 37 anos, faz teatro há 11 anos e escreve poesias desde 1997.

Natural do Maranhão, Lilia Diniz costuma dizer que foi alfabetizada (tanto nas letras como no meio artístico) pela literatura de cordel.

Quando criança, participou de dramatizações na igreja e na escola.

Estava sempre escrevendo “dramas” e encenando.

Nas andanças pelo mundo, fez teatro de rua em Serra de Martins/RN, participou de muitas cantorias com repentistas da Paraíba, do Ceará e do Rio Grande do Norte.

Voltou ao Maranhão, onde pode ter contato com grupos folclóricos de bumba-meu-boi, cacuriá, lindô e mangaba dentre outros.
Começou a escrever em 1994 e, não tendo ainda o conhecimento da linguagem poética, buscou essa referência no trabalho de Cora Coralina, e Patativa do Assaré. E como poeta, recentemente ela lançou dois livros.

O primeiro deles, Miolo de pote da cacimba de beber, livro lindíssimo e maravilhoso, coisa que só o leitor ao pegar o volume vai poder constatar.


Abaixo um pouco de Lília

O Milagre

Perceber
o milagre oculto nas línguas
e sorver o gosto proibido
disfarçado de fruta
e aguardente

Provar
o desejo que brota dos olhos
reverbera no corpo
na dança das línguas famintas

Esperar
solvendo a seiva dos dias
degustando o gosto
fundido a saliva


Quererubinas

Essa gente do cerrado
que tem cheiro
jatobá, pequi, ingá
...
traz a vocação
de arar sonhos
e colher liberdade.

Ao amanhecer
elas trazem o por do sol
nos olhos, na pele.

Adentram as trilhas
dos dias pesados
Tecem
costuram
pintam
fuxicam
...
Disfarçadas de flores
declaram guerra
ao medo.

Xxxx

Quando teus beicim
apitombado
apareceram
nas linhas tortas do meu olhar
desandei léguas
cerrado dentro de mim

Era ver cobra
rastejando pelo gosto
dessa raspinha acre-doce
que juro ter o teu beijar.

Eu colibri baleado
pelo desejo de provar
a carnadura
da tua bocaliandra
e o cheiro jabuticaba
dos teus cabelos sarará

Pele de jatobá marronzim
cantiguinha de beija-flor
sucupira floridinha
ninho de fogo pagô

Mutambinha cheirosa
araçá bem madurim
araticum, cagaita
ingá, meu ingá meu docim

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Um Beija-flor no meu quintal

O Voo do Beija-flor



O dia amanheceu bonito em Imperatriz(MA). Logo cedo, o sol brilhava no horizonte. Como faço, quase todos os dias, fui ao quintal da minha casa. Olhei para a ergometrica, cheia de poeira tentando criar coragem para, pelo menos 15 minutos de pedaladas. Por um instante, meus olhos se desviaram daquele "mostrengo" na minha frente para uma cena cada vez mais rara em cidades do porte de Imperatriz: o voo de um belo beija-flor.



Singrando no meu quintal, sobre meu sagrado pé de romã, e logo em seguida bailando sobre uma planta florida, da qual não sei o nome, lá estava ele: lindo e imponente enchendo meu quinta e meus olhos de beleza.

O voo, hipnótico, durou menos de um minuto, mas valeu! Ganhei o dia. Fui para a ergométrica mais alegre... Passei até dos 15 minutos habituais.

Até o ano passado meu quintal não tinha nenhuma planta. Vejam, o que eu estava perdendo. Amanhã, no mesmo horário, volto ao meu quintal para esperar novamente o belo voo do beija-flor.


O Beija- Flor



Os beija-flores são aves de pequeno porte, que medem em média 6 a 12 cm de comprimento e pesam 2 a 6 gramas. O bico é normalmente longo, mas o formato preciso varia bastante com a espécie e está adaptado ao formato da flor que constitui a base da alimentação de cada tipo de beija-flor. Uma característica comum é a língua bifurcada e extensível, usada para extrair o néctar das flores.

O esqueleto e constituição muscular dos beija-flores estão adaptados de forma a permitir um vôo rápido e extremamente ágil.

São as únicas aves capazes de voar em marcha-ré e de permanecer imóveis no ar. O batimento das asas é muito rápido e as espécies menores podem bater as asas 70 a 80 vezes por segundo.

Em contraste, as patas dos beija-flores são pequenas demais para a ave caminhar sobre o solo. As fêmeas são em geral maiores que os machos, mas apresentam coloração menos intensa.Vivem em média 12 anos e seu tempo de gestação é de 13 á 15 dias.

sábado, 17 de janeiro de 2009

É preciso esvaziar para preencher I


Não sei o motivo, mas há dias essa frase toma conta da minha mente: "é preciso esvaziar para preencher" e por isso resolvi dividi-la com as poucas pessoas que às vezes se aventuram a visitar esse espaço. Se tal frase lhe diz alguma coisa, por favor, me diga algo. Ainda não cheguei a um veredicto mas desconfio que seja algum tipo de alerta enviado pelas "forças" que cuidam, e zelam de mim. "Esvaziar para preencher"
Voltarei, em breve, a esse assunto.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Somos divinos, somos deuses.


A cada dia me convenço do aspecto divino do homem. Duas citações extraídas da Bíblia, o Livro Sagrado dos Cristãos, à minha interpretação, corroboram para esse convencimento: a que afirma que fomos criados à imagem e semelhança de Deus e, a que diz que somos a Templo do Espírito; que o Espírito habita em nós.

Se somos a semelhança de Deus , se somos a casa do Espírito, então também somos divinos, somos “deuses menores”; somo deuses, sim e com tais também podemos operar prodígios, milagres, como muitos preferem.

Os milagres estão dentro de cada ser humano que, no entanto prefere busca-los externamente . Quanto mais corre atrás “do milagre”, mas distante fica deles. Nós, por essência, somos a soma de vários milagres.

Essa semana, descobri que não é somente eu quem pensa dessa forma. Conversando com a minha amiga Sílvia Letícia, que atualmente vive uma fase de introspecção, ela também acredita na divindade do homem e no fato de os milagres estarem ao nosso alcance. 

Letícia acredita, assim como eu, que se aprendermos a buscar, se passarmos a perscrutar o nosso interior acabaremos por descobrir uma fonte inesgotável de milagres, milagres que poderão mudar a nossa e a vida de quem nos rodeiam.

Portanto, se você teve a oportunidade de acessar esse cantinho, vá em frente, acredite, busque seus milagres, FAÇA SEUS MILAGRES DIÁRIOS,  eles estão dentro de você

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Paixão no Corpo


As pessoas têm várias maneiras de externar aquilo de que gostam. Tem quem prefira o silêncio, e a solidão de quatro paredes; outros, abrem a boca em praça pública, tv, faixas etc. Porém, tem uns que preferem “marcar na carne” suas paixões. É o caso do professor Samuel Souza. Ele é dono de várias tatuagens, Cada uma mais bonita do que a outra, mas tem uma que chama mais atenção: a do Homem Morcego, o Batmam que ele tatuou na panturrilha e costuma exibir com orgulho.

Esperança não nasce em árvores

ESPERANÇA  Então, nada aconteceu. Esperança não nasce em árvores Ela nasce no mais recôndito cantinho do coração ENTRE/MENTES  Entre mentes ...